BIOMARCADORES NO DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO DA OSTEONECROSE DOS MAXILARES RELACIONADA A MEDICAMENTOS — REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Bruna Mabilly Dias UNIPAR
  • Carla Regina Massaro UNIOESTE
  • Leonardo Henrique Silva Machado FAMIG
  • Ana Karolina Matos Unioeste
  • Yohana Rafaela Reticena UNIPAR

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30046

Palavras-chave:

Biomarcadores. Cirurgia. Osteonecrose. Diagnóstico. Odontologia.

Resumo

A osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos (MRONJ) constitui uma complicação potencialmente grave associada principalmente ao uso de medicamentos antirreabsortivos, como bisfosfonatos e denosumabe, além de determinados agentes antiangiogênicos. Caracterizada pela presença de osso exposto ou osso que pode ser sondado por meio de fístula na região maxilofacial, em pacientes submetidos à terapia medicamentosa relacionada e sem histórico de radioterapia nos maxilares, a condição apresenta etiopatogênese multifatorial e significativo desafio diagnóstico e terapêutico. Embora o diagnóstico seja predominantemente baseado na história medicamentosa, avaliação clínica e exames de imagem, diferentes biomarcadores vêm sendo investigados como ferramentas complementares para estimar risco, auxiliar na identificação da doença e avaliar seu prognóstico. Entre os marcadores estudados destacam-se os relacionados ao metabolismo e remodelação óssea, como o telopeptídeo C-terminal do colágeno tipo I (CTX), marcadores de formação óssea, mediadores inflamatórios, fatores angiogênicos, proteínas, genes e microRNAs. Evidências disponíveis, entretanto, demonstram resultados heterogêneos e ainda não sustentam a utilização de um biomarcador isolado como método definitivo para predizer o desenvolvimento da MRONJ ou estabelecer seu diagnóstico. Estudos recentes utilizando abordagens moleculares e bioinformáticas identificaram diferentes genes, proteínas e microRNAs potencialmente relacionados à fisiopatologia da doença, enquanto investigações clínicas mais recentes sugerem que marcadores imunonutricionais, incluindo albumina, hemoglobina, índice prognóstico nutricional e escore HALP, podem apresentar associação com os resultados do tratamento. Dessa forma, os biomarcadores representam uma área promissora para o aprimoramento da avaliação diagnóstica e prognóstica da MRONJ, embora sua aplicação clínica ainda dependa de validação em estudos prospectivos, padronização metodológica e definição de valores de referência. Assim, esta revisão de literatura tem como objetivo analisar as principais evidências científicas acerca dos biomarcadores investigados na osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos, com ênfase em seu potencial diagnóstico, preditivo e prognóstico, bem como nas limitações atuais para sua incorporação à prática clínica.

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Biografia do Autor

Bruna Mabilly Dias, UNIPAR

Graduada em odontologia na Universidade  paranaense UNIPAR.

Carla Regina Massaro, UNIOESTE

Mestre em odontologia na UNIOESTE.

Leonardo Henrique Silva Machado, FAMIG

Graduando em odontologia pela UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS (FAMIG). 

Ana Karolina Matos, Unioeste

Graduanda em odontologia na Unioeste. 

Yohana Rafaela Reticena, UNIPAR

Graduanda em odontologia na Universidade paranaense UNIPAR. 

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Publicado

2026-09-22

Como Citar

Dias, B. M., Massaro, C. R., Machado, L. H. S., Matos, A. K., & Reticena, Y. R. (2026). BIOMARCADORES NO DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO DA OSTEONECROSE DOS MAXILARES RELACIONADA A MEDICAMENTOS — REVISÃO DE LITERATURA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30046