OSTEONECROSE DOS MAXILARES ASSOCIADA AO USO DE MEDICAMENTOS ANTIRREABSORTIVOS E ANTIANGIOGÊNICOS: REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30542Palavras-chave:
Osteonecrose dos Maxilares Associada a Medicamentos. Denosumabe. Inibidores de CDK4/6. Bisfosfonatos. Cirurgia Bucal.Resumo
Introdução: A osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos (MRONJ) é uma complicação grave associada ao uso de antirreabsortivos ósseos e agentes antineoplásicos, exigindo contínua investigação de seus fatores de risco e condutas. Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico, os fatores de risco farmacológicos, sistêmicos e locais, a distribuição anatômica, a prevenção e a eficácia das abordagens terapêuticas na cura da lesão. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática conduzida segundo as diretrizes PRISMA, na qual foram incluídos 12 estudos avaliados quanto ao risco de viés pelas ferramentas Joanna Briggs Institute e Cochrane Risk of Bias 2. Resultados: Denosumabe e bisfosfonatos estiveram presentes em 91,7% dos artigos cada; a associação de inibidores de CDK4/6 (abemaciclib) ao denosumabe no câncer de mama metastático aumentou a incidência de MRONJ de 6,6% para 13,7% e antecipou o aparecimento das lesões, enquanto a terapia sequencial (bisfosfonatos seguidos por denosumabe) elevou o risco em 2,62 vezes. Observou-se predileção pelo sexo feminino, faixas etárias de meia-idade e idosas, e localização mandibular em 70,5% das lesões; a extração dentária foi o principal gatilho local (83,3%), seguida por doença periodontal (66,7%) e trauma protético (50,0%), além de cantiléveres em implantes ampliarem o risco de necrose peri-implantar. Protocolos odontológicos preventivos intensivos reduziram a incidência de necrose de 13,9% para 2,3%, ao passo que no tratamento da doença instalada a cirurgia ressectiva extensiva (83,3% de cura) e a cirurgia assistida por laser Er:YAG (85,7% de cicatrização mucosa) superaram o manejo conservador isolado. Conclusão: A MRONJ é um evento multifatorial potencializado por terapias antineoplásicas combinadas, sendo a adequação bucal preventiva e a abordagem cirúrgica ressectiva com tecnologias adjuvantes as estratégias de maior eficácia clínica, o que reforça a necessidade de integração entre a oncologia e a odontologia.
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