A ASSOCIAÇÃO DO TOCOFEROL COM PENTOXIFILINA NO TRATAMENTO DA OSTEONECROSE DOS MAXILARES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29917Palavras-chave:
Pentoxifilina. Tocoferol. Osteonecrose dos maxilares. Osteorradionecrose. Osteonecrose relacionada a medicamentos.Resumo
A osteonecrose dos maxilares compreende condições de elevada complexidade clínica, destacando-se a osteorradionecrose dos maxilares (ORNJ) e a osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos (MRONJ), ambas associadas a importante comprometimento funcional e impacto na qualidade de vida. Nesse contexto, a associação entre pentoxifilina e tocoferol (PENTO) tem sido investigada como alternativa terapêutica conservadora ou adjuvante, em razão de seus potenciais efeitos hemorreológicos, antifibróticos e antioxidantes. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências disponíveis sobre a utilização da pentoxifilina associada ao tocoferol no tratamento da osteonecrose dos maxilares, considerando seus resultados clínicos, aplicações terapêuticas e limitações. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases MEDLINE/PubMed, Embase, Scopus, Web of Science e LILACS, complementada por literatura cinzenta e rastreamento manual das referências. Foram incluídos 12 estudos clínicos envolvendo pacientes com ORNJ ou MRONJ tratados com PENTO ou PENTOCLO. Os estudos demonstraram, de forma geral, redução da exposição óssea, melhora sintomática, cicatrização mucosa e alterações radiográficas favoráveis, especialmente em pacientes com ORNJ. Entretanto, os resultados mostraram-se heterogêneos, particularmente na MRONJ, em razão das diferenças entre populações, estágios clínicos, doses, duração do tratamento e associação com procedimentos cirúrgicos. Além disso, parte dos resultados mais expressivos na ORNJ foi obtida com o protocolo PENTOCLO, dificultando a atribuição dos benefícios exclusivamente ao PENTO. Conclui-se que a associação entre pentoxifilina e tocoferol apresenta potencial terapêutico relevante no manejo da osteonecrose dos maxilares, principalmente como estratégia conservadora ou adjuvante, embora ainda sejam necessários ensaios clínicos controlados e protocolos padronizados para determinar sua efetividade, indicações e duração ideal do tratamento.
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