OSTEONECROSE MEDICAMENTOSA DOS MAXILARES: REVISÃO DA LITERATURA SOBRE FATORES DE RISCO E ABORDAGENS TERAPÊUTICAS

Autores

  • Veronica Cristina Kuczmarski Gerhard Universidade Estadual do Oeste do Paraná image/svg+xml
  • Carla Vitória Mota Cavalcante Lima Universidade Federal do Maranhão image/svg+xml
  • João Henrique Rolde Universidade Paranaense image/svg+xml
  • Nathalia Cardoso Nascimento Centro Universitário Fibra
  • Eduardo Dornas Fonseca Universidade de Itaúna image/svg+xml
  • Guilherme Israel Stein Universidade Paranaense image/svg+xml
  • Elloah Cristina Werlang de Aguiar Universidade Paranaense image/svg+xml
  • Lyandra Iris Luz de Carvalho Universidade Federal do Maranhão image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25033

Palavras-chave:

Oteonecrose Associada a Bifosfonatos. Cirurgia Bucal. Tratamento Farmacológico. Fatores de Riscos.

Resumo

A osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos (MRONJ) é uma condição patológica caracterizada pela exposição óssea persistente na região maxilofacial em pacientes submetidos ao uso de medicamentos antirreabsortivos ou antiangiogênicos, na ausência de histórico de radioterapia na região de cabeça e pescoço. O aumento da incidência dessa condição está diretamente associado à crescente utilização desses fármacos no tratamento de doenças como osteoporose, mieloma múltiplo e metástases ósseas. A etiopatogenia da MRONJ é multifatorial e envolve supressão da remodelação óssea, alterações na vascularização, resposta inflamatória, colonização bacteriana e fatores genéticos individuais. Procedimentos odontológicos invasivos, especialmente extrações dentárias e cirurgias orais, são considerados importantes fatores desencadeantes da doença em pacientes em uso dessas medicações. O diagnóstico é baseado principalmente na avaliação clínica associada ao histórico farmacológico do paciente, sendo frequentemente complementado por exames de imagem para determinar a extensão da lesão. O manejo terapêutico pode variar de abordagens conservadoras, incluindo controle da infecção e acompanhamento clínico, até intervenções cirúrgicas para remoção do tecido ósseo necrosado. Nos últimos anos, novas estratégias terapêuticas têm sido investigadas, incluindo o uso de concentrados plaquetários, como a fibrina rica em plaquetas (PRF), que demonstram potencial para melhorar a regeneração tecidual e os resultados clínicos. Dessa forma, compreender os mecanismos envolvidos na MRONJ é fundamental para o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado, contribuindo para melhores desfechos clínicos e qualidade de vida dos pacientes.

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Biografia do Autor

  • Veronica Cristina Kuczmarski Gerhard, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

    Mestranda em Programa de Pós-Graduação em Odontologia na Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

  • Carla Vitória Mota Cavalcante Lima, Universidade Federal do Maranhão

    Discente do curso Odontologia na Universidade Federal do Maranhão.

  • João Henrique Rolde, Universidade Paranaense

    Discente do curso Odontologia na Universidade Paranaense.

  • Nathalia Cardoso Nascimento, Centro Universitário Fibra

    Cirurgiã-dentista graduada pelo Centro Universitário Fibra.

  • Eduardo Dornas Fonseca, Universidade de Itaúna

    Residente de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial na Universidade de Itaúna.

  • Guilherme Israel Stein, Universidade Paranaense

    Discente do curso Odontologia na Universidade Paranaense.

  • Elloah Cristina Werlang de Aguiar, Universidade Paranaense

    Discente do curso Odontologia na Universidade Paranaense.

  • Lyandra Iris Luz de Carvalho, Universidade Federal do Maranhão

    Discente do curso Odontologia na Universidade Federal do Maranhão.

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Publicado

2026-03-23

Como Citar

Gerhard, V. C. K., Lima, C. V. M. C., Rolde, J. H., Nascimento, N. C., Fonseca, E. D., Stein, G. I., Aguiar, E. C. W. de, & Carvalho, L. I. L. de. (2026). OSTEONECROSE MEDICAMENTOSA DOS MAXILARES: REVISÃO DA LITERATURA SOBRE FATORES DE RISCO E ABORDAGENS TERAPÊUTICAS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(3), 1-14. https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25033

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