ABORDAGEM RECONSTRUTIVA DO ECTRÓPIO PALPEBRAL INFERIOR COM ENXERTO AURICULAR: ANÁLISE DAS TÉCNICAS E RESULTADOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25925Palavras-chave:
Ectrópio. Enxerto de pele. Cirurgia plástica.Resumo
O ectrópio da pálpebra inferior é uma condição caracterizada pela eversão da margem palpebral, resultando em exposição ocular, epífora e comprometimento funcional e estético. Sua etiologia é multifatorial, podendo estar associada a processos involucionais, cicatriciais, paralíticos ou iatrogênicos. Dentre as abordagens terapêuticas disponíveis, os enxertos de pele total destacam-se como uma das principais opções para correção do ectrópio cicatricial, especialmente quando há perda de tecido ou retração cutânea significativa. A região auricular, particularmente a área retroauricular, é amplamente utilizada como sítio doador devido à semelhança com a pele palpebral, além de apresentar baixa morbidade e resultados estéticos favoráveis. O presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de revisão da literatura, o papel do enxerto auricular na reconstrução da pálpebra inferior para correção do ectrópio, abordando técnicas cirúrgicas, indicações, complicações e resultados clínicos. Observa-se que a associação de enxertos cutâneos com enxertos cartilaginosos e técnicas de suporte palpebral promove maior estabilidade estrutural e melhores desfechos funcionais. No entanto, complicações como necrose do enxerto, retração cicatricial e recidiva ainda representam desafios relevantes. Conclui-se que o enxerto auricular constitui uma alternativa eficaz, segura e amplamente utilizada na prática clínica, especialmente quando inserido em abordagens reconstrutivas individualizadas e combinadas. O sucesso do tratamento depende de planejamento cirúrgico adequado, conhecimento anatômico e manejo correto das possíveis complicações.
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