ABORDAGEM RECONSTRUTIVA DO ECTRÓPIO PALPEBRAL INFERIOR COM ENXERTO AURICULAR: ANÁLISE DAS TÉCNICAS E RESULTADOS

Autores

  • Andressa Alana Locatti Sian Universidade Nove de Julho
  • Veronica Cristina Kuczmarski Gerhard Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Nathália Gavioli Belato FAMEESP
  • João Henrique Rolde Universidade Paranaense
  • Marina Adell Marins UNIGRANRIO
  • Renan Willian de Lima Galdino Hospitalar Conceição
  • Maria Eduarda de Andrade Oliveira Secretária da Saúde de Cascavel
  • Felipe Peres de Almeida Centro Universitário FAESA
  • Manoela Bromana Stabauer Ribeiro Centro Universitário FAESA
  • Camili Regensburger Pereira Universidade Paranaense
  • Ines Maria Gomes dos Santos Universidade Leão Sampaio
  • Renata Krombauer Tasca Universidade Paranaense
  • Elloah Cristina Werlang de Aguiar Universidade Paranaense
  • Gabrielle Marques Menegaz Universidade Paranaense

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25925

Palavras-chave:

Ectrópio. Enxerto de pele. Cirurgia plástica.

Resumo

O ectrópio da pálpebra inferior é uma condição caracterizada pela eversão da margem palpebral, resultando em exposição ocular, epífora e comprometimento funcional e estético. Sua etiologia é multifatorial, podendo estar associada a processos involucionais, cicatriciais, paralíticos ou iatrogênicos. Dentre as abordagens terapêuticas disponíveis, os enxertos de pele total destacam-se como uma das principais opções para correção do ectrópio cicatricial, especialmente quando há perda de tecido ou retração cutânea significativa. A região auricular, particularmente a área retroauricular, é amplamente utilizada como sítio doador devido à semelhança com a pele palpebral, além de apresentar baixa morbidade e resultados estéticos favoráveis. O presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de revisão da literatura, o papel do enxerto auricular na reconstrução da pálpebra inferior para correção do ectrópio, abordando técnicas cirúrgicas, indicações, complicações e resultados clínicos. Observa-se que a associação de enxertos cutâneos com enxertos cartilaginosos e técnicas de suporte palpebral promove maior estabilidade estrutural e melhores desfechos funcionais. No entanto, complicações como necrose do enxerto, retração cicatricial e recidiva ainda representam desafios relevantes. Conclui-se que o enxerto auricular constitui uma alternativa eficaz, segura e amplamente utilizada na prática clínica, especialmente quando inserido em abordagens reconstrutivas individualizadas e combinadas. O sucesso do tratamento depende de planejamento cirúrgico adequado, conhecimento anatômico e manejo correto das possíveis complicações.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Andressa Alana Locatti Sian, Universidade Nove de Julho

Cirurgiã Bucomaxilofacial Universidade Nove de Julho.

Veronica Cristina Kuczmarski Gerhard, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Mestranda em Programa de Pós-Graduação em Odontologia na Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

Nathália Gavioli Belato, FAMEESP

Pós graduada em Patologia oral e maxilofacial pela FAMEESP.

João Henrique Rolde, Universidade Paranaense

Discente do curso de Odontologia na Universidade Paranaense.​

Marina Adell Marins, UNIGRANRIO

Cirurgiã-dentista pela UNIGRANRIO.

Renan Willian de Lima Galdino, Hospitalar Conceição

Residente em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial pelo Grupo Hospitalar Conceição.

Maria Eduarda de Andrade Oliveira, Secretária da Saúde de Cascavel

Residente em Saúde da Família pela Secretária da Saúde de Cascavel.

Felipe Peres de Almeida, Centro Universitário FAESA

Discente do curso de Odontologia no Centro Universitário FAESA.

Manoela Bromana Stabauer Ribeiro, Centro Universitário FAESA

Cirurgiã-dentista pelo Centro Universitário FAESA.

Camili Regensburger Pereira, Universidade Paranaense

Discente do curso de Odontologia na Universidade Paranaense.

Ines Maria Gomes dos Santos, Universidade Leão Sampaio

Cirurgiã-dentista pela Universidade Leão Sampaio.

Renata Krombauer Tasca, Universidade Paranaense

Discente do curso de Odontologia na Universidade Paranaense.

Elloah Cristina Werlang de Aguiar, Universidade Paranaense

Discente do curso de Odontologia na Universidade Paranaense.

Gabrielle Marques Menegaz, Universidade Paranaense

Discente do curso de Odontologia na Universidade Paranaense.

Downloads

Publicado

2026-04-24

Como Citar

Sian, A. A. L., Gerhard, V. C. K., Belato, N. G., Rolde, J. H., Marins, M. A., Galdino, R. W. de L., … Menegaz, G. M. (2026). ABORDAGEM RECONSTRUTIVA DO ECTRÓPIO PALPEBRAL INFERIOR COM ENXERTO AURICULAR: ANÁLISE DAS TÉCNICAS E RESULTADOS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(4), 1–10. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25925