OSTEOSSARCOMA DOS MAXILARES: ASPECTOS CLÍNICOS, RADIOGRÁFICOS, HISTOPATOLÓGICOS E TERAPÊUTICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28541Palavras-chave:
Osteossarcoma. Neoplasias Ósseas. Diagnóstico. Maxila. Mandíbula.Resumo
O osteossarcoma dos maxilares é uma neoplasia maligna rara de origem mesenquimal, caracterizada pela produção de osteóide por células tumorais. Apesar de representar uma pequena parcela dos osteossarcomas, possui características clínicas e biológicas distintas quando comparado aos tumores dos ossos longos. O presente estudo teve como objetivo revisar a literatura recente acerca dos aspectos epidemiológicos, clínicos, radiográficos, histopatológicos, terapêuticos e prognósticos do osteossarcoma dos maxilares. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada por meio de buscas nas bases de dados PubMed/MEDLINE e SciELO, incluindo artigos publicados entre 2022 e 2024. Os resultados demonstraram que a mandíbula é o local mais frequentemente acometido, sendo o aumento de volume facial, dor, mobilidade dentária e parestesia as manifestações clínicas mais comuns. Radiograficamente, destacam-se o alargamento do espaço do ligamento periodontal e o padrão em “raios de sol”. O diagnóstico definitivo depende da análise histopatológica, enquanto o tratamento baseia-se principalmente na ressecção cirúrgica com margens livres. Embora a taxa de metástase seja relativamente baixa, a recorrência local permanece como o principal fator associado ao prognóstico desfavorável. Conclui-se que o diagnóstico precoce e o tratamento multidisciplinar são fundamentais para melhorar os desfechos clínicos e a sobrevida dos pacientes.
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