CONDILECTOMIA NO TRATAMENTO DA HIPERPLASIA CONDILAR: CRITÉRIOS DE INDICAÇÃO, ESTABILIDADE PÓS-OPERATÓRIA E IMPACTO NA FUNÇÃO MANDIBULAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30545Palavras-chave:
Hiperplasia Condilar. Condilectomia. Assimetria Facial. Articulação Temporomandibular. Cirurgia Ortognática.Resumo
A hiperplasia condilar (HC) é uma condição rara de crescimento assimétrico do côndilo mandibular, responsável por assimetria facial progressiva, alterações oclusais e comprometimento funcional da articulação temporomandibular (ATM). A condilectomia, isolada ou associada à cirurgia ortognática, permanece uma das principais estratégias cirúrgicas para deter o crescimento condilar ativo e corrigir a deformidade dentofacial secundária. Esta revisão teve como objetivo analisar as evidências científicas produzidas entre 2021 e 2026 sobre os critérios de indicação da condilectomia, a estabilidade pós-operatória alcançada e o impacto do procedimento sobre a função mandibular. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com busca bibliográfica não sistemática conduzida em setembro de 2026, priorizando publicações indexadas no PubMed/MEDLINE e disponíveis em plataformas de acesso aberto, sem registro prévio de protocolo, checagem por pares ou avaliação formal do risco de viés dos estudos incluídos. As evidências indicam que a determinação da atividade condilar, por meio de cintilografia óssea e SPECT/SPECT-CT, continua sendo o principal critério para diferenciar hiperplasia ativa de inativa e orientar o momento cirúrgico. Em uma comparação não randomizada envolvendo especificamente a condilectomia proporcional, essa técnica alcançou melhora de parâmetros faciais e oclusais e satisfação do paciente semelhantes às observadas em um grupo distinto tratado por cirurgia ortognática isolada, achado que não pode ser generalizado a todas as técnicas de condilectomia. Protocolos que associam condilectomia e cirurgia ortognática em tempo único têm sido descritos com estabilidade oclusal satisfatória em séries de casos sem grupo comparador, o que não permite afirmar redução comprovada da necessidade de reintervenção frente a outros protocolos. Instrumentos de qualidade de vida e de função mandibular evidenciam melhora consistente após o tratamento cirúrgico, ainda que parte dos pacientes mantenha limitações residuais de abertura bucal ou sintomas articulares leves. Conclui-se que a condilectomia, quando indicada de forma criteriosa e associada a acompanhamento multidisciplinar, constitui abordagem com potencial eficácia para o manejo da hiperplasia condilar, sendo recomendável a padronização dos critérios diagnósticos, a realização de estudos comparativos com grupo controle e o acompanhamento longitudinal da função mandibular.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY