CONDILECTOMIA NO TRATAMENTO DA HIPERPLASIA CONDILAR: CRITÉRIOS DE INDICAÇÃO, ESTABILIDADE PÓS-OPERATÓRIA E IMPACTO NA FUNÇÃO MANDIBULAR

Autores

  • Marco Antônio Franco Cançado UniCEUB https://orcid.org/0009-0007-8447-2652
  • Gustavo Pereira Silva Faculdade Santa Marcelina https://orcid.org/0009-0007-6223-9059
  • Aabex Martins Ribeiro Bernardi Faculdade São Lucas
  • Gilberto José de Souza Júnior FACOP
  • Rodrigo Csillaz de Sousa UFPE
  • Sabrina Cristina Silva dos Santos Centro Universitário Newton Paiva
  • Gabriell Mafuz Penteado Universidade Positivo
  • Guilherme Lobo Speck UFSC
  • José da Silva Júnior São Leopoldo Mandic
  • José Lucas da Silva Lago Universidade Federal do Pará
  • Paulo Renato Muniz Barros
  • Kaiq Cardoso Teixeira Universidade Vila Velha
  • Claudia Quiroga G. Bueno da Silva Universidade Nove de Julho
  • Simone de Oliveira Purzel CESUCA

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30545

Palavras-chave:

Hiperplasia Condilar. Condilectomia. Assimetria Facial. Articulação Temporomandibular. Cirurgia Ortognática.

Resumo

A hiperplasia condilar (HC) é uma condição rara de crescimento assimétrico do côndilo mandibular, responsável por assimetria facial progressiva, alterações oclusais e comprometimento funcional da articulação temporomandibular (ATM). A condilectomia, isolada ou associada à cirurgia ortognática, permanece uma das principais estratégias cirúrgicas para deter o crescimento condilar ativo e corrigir a deformidade dentofacial secundária. Esta revisão teve como objetivo analisar as evidências científicas produzidas entre 2021 e 2026 sobre os critérios de indicação da condilectomia, a estabilidade pós-operatória alcançada e o impacto do procedimento sobre a função mandibular. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com busca bibliográfica não sistemática conduzida em setembro de 2026, priorizando publicações indexadas no PubMed/MEDLINE e disponíveis em plataformas de acesso aberto, sem registro prévio de protocolo, checagem por pares ou avaliação formal do risco de viés dos estudos incluídos. As evidências indicam que a determinação da atividade condilar, por meio de cintilografia óssea e SPECT/SPECT-CT, continua sendo o principal critério para diferenciar hiperplasia ativa de inativa e orientar o momento cirúrgico. Em uma comparação não randomizada envolvendo especificamente a condilectomia proporcional, essa técnica alcançou melhora de parâmetros faciais e oclusais e satisfação do paciente semelhantes às observadas em um grupo distinto tratado por cirurgia ortognática isolada, achado que não pode ser generalizado a todas as técnicas de condilectomia. Protocolos que associam condilectomia e cirurgia ortognática em tempo único têm sido descritos com estabilidade oclusal satisfatória em séries de casos sem grupo comparador, o que não permite afirmar redução comprovada da necessidade de reintervenção frente a outros protocolos. Instrumentos de qualidade de vida e de função mandibular evidenciam melhora consistente após o tratamento cirúrgico, ainda que parte dos pacientes mantenha limitações residuais de abertura bucal ou sintomas articulares leves. Conclui-se que a condilectomia, quando indicada de forma criteriosa e associada a acompanhamento multidisciplinar, constitui abordagem com potencial eficácia para o manejo da hiperplasia condilar, sendo recomendável a padronização dos critérios diagnósticos, a realização de estudos comparativos com grupo controle e o acompanhamento longitudinal da função mandibular.

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Biografia do Autor

Marco Antônio Franco Cançado, UniCEUB

Graduando em medicina.  UniCEUB, Campus Brasília/DF, Cidade/Estado: Brasília/DF.

Gustavo Pereira Silva, Faculdade Santa Marcelina

Bacharel em Odontologia e pós-graduado em Saúde Pública e Saúde da Família pela Universidade Cruzeiro do Sul.  Pós-graduação pela Faculdade Santa Marcelina.

 

Aabex Martins Ribeiro Bernardi, Faculdade São Lucas

Cirurgião Dentista. Faculdade São Lucas.

Gilberto José de Souza Júnior, FACOP

Cirurgião bucomaxilofacial. FACOP.

Rodrigo Csillaz de Sousa, UFPE

Odontologia. UFPE.

Sabrina Cristina Silva dos Santos, Centro Universitário Newton Paiva

Odontologia. Centro Universitário Newton Paiva.

Gabriell Mafuz Penteado, Universidade Positivo

Cirurgião-Dentista especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial. Universidade Positivo.

Guilherme Lobo Speck, UFSC

Odontologia; especialização em implante; doutorando em implantodontia. UFSC (Odontologia); ABCD SC (especialização em implante); Ilapeo (doutorado em andamento).

José da Silva Júnior, São Leopoldo Mandic

Doutor em implantodontia. São Leopoldo Mandic.

José Lucas da Silva Lago, Universidade Federal do Pará

Odontologia. Universidade Federal do Pará.

Paulo Renato Muniz Barros

Cirurgião dentista; cirurgião bucomaxilofacial. Atitus Educação (cirurgião dentista); Abors/Herrero (cirurgião bucomaxilofacial).

Kaiq Cardoso Teixeira, Universidade Vila Velha

Cirurgião-Dentista. UVV (Universidade Vila Velha)

Claudia Quiroga G. Bueno da Silva, Universidade Nove de Julho

Odontologia. Universidade Nove de Julho.

Simone de Oliveira Purzel, CESUCA

Odontologia. Cesuca- RS.

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Publicado

2026-09-22

Como Citar

Cançado, M. A. F., Silva, G. P., Bernardi, A. M. R., Souza Júnior, G. J. de, Sousa, R. C. de, Santos, S. C. S. dos, … Purzel, S. de O. (2026). CONDILECTOMIA NO TRATAMENTO DA HIPERPLASIA CONDILAR: CRITÉRIOS DE INDICAÇÃO, ESTABILIDADE PÓS-OPERATÓRIA E IMPACTO NA FUNÇÃO MANDIBULAR. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9). https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30545