CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE CABEÇA E PESCOÇO: EPIDEMIOLOGIA, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E IMPACTO NA QUALIDADE DE VIDA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26314Palavras-chave:
Carcinoma de células escamosas. Câncer de cabeça e pescoço. Diagnóstico. Tratamento. Qualidade de vida.Resumo
O carcinoma de células escamosas de cabeça e pescoço (CECCP) é uma neoplasia de alta relevância epidemiológica, acometendo predominantemente vias aerodigestivas superiores e apresentando significativa morbidade, mortalidade e impacto funcional, social e estético. Seus principais fatores de risco incluem tabagismo, consumo de álcool, infecção pelo papilomavírus humano (HPV), exposição ocupacional, radiação ionizante e predisposição genética. O diagnóstico precoce depende de avaliação clínica detalhada, exames de imagem avançados e abordagem multidisciplinar, sendo essencial para o prognóstico e preservação de funções vitais. O manejo terapêutico é complexo e individualizado, envolvendo cirurgia, radioterapia, quimioterapia, técnicas minimamente invasivas e imunoterapia, com destaque para a importância da preservação funcional e acompanhamento contínuo. A doença e suas terapias afetam significativamente a qualidade de vida, demandando intervenções de suporte e monitoramento sistemático. Evidências recentes indicam que avanços em diagnóstico precoce, tecnologias cirúrgicas e terapias sistêmicas têm promovido melhora modesta na sobrevida, embora lacunas persistam na prevenção, detecção precoce, manejo da doença avançada e mitigação dos impactos sobre o bem-estar do paciente. Estratégias futuras devem priorizar prevenção, biomarcadores prognósticos, abordagens terapêuticas individualizadas e suporte multidisciplinar, visando otimizar resultados clínicos e qualidade de vida dos indivíduos acometidos pelo CECCP.
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