A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO FERRAMENTA PARA PROPAGAÇÃO DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO - UMA ANÁLISE JURÍDICA ACERCA DAS DEEP FAKES A LUZ DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29617

Palavras-chave:

Violência contra a mulher. Proteção da imagem. Manipulação digital.

Resumo

A inteligência artificial tem promovido transformações significativas no ambiente digital, ao mesmo tempo em que passou a ser instrumentalizada para a prática de condutas ilícitas, notadamente por meio da utilização das deepfakes. Essa tecnologia, capaz de gerar conteúdos audiovisuais falsificados com elevado grau de realismo, tem sido amplamente empregada na reprodução e disseminação de violência de gênero, atingindo de forma desproporcional mulheres, sobretudo por meio da criação e circulação de imagens e vídeos íntimos fraudulentos. A relevância da temática decorre do crescimento exponencial dessas práticas, bem como da dificuldade enfrentada pelo ordenamento jurídico em acompanhar, de maneira eficaz, a rapidez e a complexidade do avanço tecnológico. Objetivou-se analisar a adequação do ordenamento penal brasileiro frente às novas formas de violência de gênero mediadas por tecnologias de inteligência artificial. Quanto à metodologia, realizou-se pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica narrativa e pesquisa documental, com análise de artigos científicos, obras doutrinárias, trabalhos acadêmicos, legislação e documentos oficiais relacionados à inteligência artificial, às deepfakes, à violência de gênero e ao Direito Penal brasileiro. A análise dos resultados demonstra que, embora existam avanços legislativos voltados à repressão da pornografia não consentida, ainda persistem lacunas normativas que comprometem a efetiva responsabilização penal dos agentes e a proteção integral das vítimas. Conclui-se que o enfrentamento da violência de gênero potencializada pela inteligência artificial demanda não apenas a atualização do sistema penal, mas também a implementação de políticas públicas integradas, voltadas à prevenção, à educação digital e à tutela efetiva dos direitos da personalidade das mulheres.

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Biografia do Autor

Ana Dallara Freitas Calheiros, Universidade Estadual de Alagoas

Discente. Universidade Estadual de Alagoas.

Ariane Loudemila Silva de Albuquerque, Universidade Estadual de Alagoas

Orientadora.  docente, pesquisadora Universidade Estadual de Alagoas.

 

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Publicado

2026-09-09

Como Citar

Calheiros, A. D. F., & Albuquerque, A. L. S. de. (2026). A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO FERRAMENTA PARA PROPAGAÇÃO DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO - UMA ANÁLISE JURÍDICA ACERCA DAS DEEP FAKES A LUZ DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–21. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29617