APRENDER NO SÉCULO XXI: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, CRIATIVIDADE E ECOLOGIAS EDUCACIONAIS EMERGENTES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28861Palavras-chave:
Paulo Freire. onsciência crítica. Emancipação. Educação.Resumo
A expansão da Inteligência Artificial (IA) no contexto educacional tem promovido novas possibilidades para os processos de ensino e aprendizagem, impulsionando transformações relacionadas à personalização, colaboração e construção do conhecimento em ambientes digitais. Nesse contexto, este artigo tem como objetivo analisar as contribuições da Inteligência Artificial para a constituição de ecossistemas inteligentes de aprendizagem, compreendendo sua utilização como elemento de inovação pedagógica e ampliação das práticas educativas contemporâneas. A pesquisa caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, de abordagem qualitativa, fundamentada nas discussões sobre aprendizagem em rede (Siemens, 2005; Downes, 2012), tecnologias como ferramentas cognitivas (Jonassen, 2000), aprendizagem criativa e construcionismo (Papert, 1980; Resnick, 2017), bem como nos estudos sobre Inteligência Artificial aplicada à educação (Luckin et al., 2016; Holmes; Bialik; Fadel, 2019). A discussão evidencia que os avanços tecnológicos modificam a organização dos espaços formativos ao favorecerem experiências mais interativas, adaptáveis e centradas no estudante. Observa-se que a inserção da IA ultrapassa a dimensão instrumental das ferramentas digitais, possibilitando novas formas de interação entre sujeitos, informações e sistemas inteligentes. Os resultados apontam que a inovação educacional não ocorre apenas pela incorporação de tecnologias, mas pela reorganização das práticas pedagógicas e pela construção de experiências significativas de aprendizagem, nas quais a criatividade, a autonomia e o pensamento crítico assumem papel central. Conclui-se que a Inteligência Artificial apresenta potencial para fortalecer ecossistemas educativos inovadores quando orientada por práticas pedagógicas capazes de reconhecer a tecnologia como parceira cognitiva e ampliar as possibilidades humanas de criação e produção do conhecimento.
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