PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS MENINGIOMAS ABORDADOS CIRURGICAMENTE EM UM HOSPITAL ESCOLA DO OESTE DO PARANÁ DE 2020 A 2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30100Palavras-chave:
Meningioma. Neurocirurgia. Epidemiologia. Ressecção Cirúrgica. Sistema Nervoso Central.Resumo
Esse artigo buscou caracterizar o perfil epidemiológico, clínico, radiológico e histopatológico de pacientes submetidos à abordagem cirúrgica de meningiomas em um hospital-escola do Oeste do Paraná entre 2020 e 2025. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, retrospectivo e documental, baseado na análise de prontuários eletrônicos de 110 pacientes operados. Os resultados revelaram predominância do sexo feminino (76,36%), média de idade de 54 anos e cor branca (67,27%). A cefaleia foi a manifestação clínica inicial mais prevalente (44,55%). A maioria dos tumores pertenceu ao Grau I da OMS (80,91%), com destaque para os subtipos histológicos meningotelial (50,91%) e transicional (25,45%). As localizações corticais mais frequentes foram a asa esfenoidal (14,54%) e a região frontotemporal (14,54%). A ressecção cirúrgica completa (Simpson I) foi alcançada em 43,63% dos casos, com baixa incidência de complicações graves (84,55% sem intercorrências), taxa de recorrência global de 7,27% e mortalidade de 3,63%. O estudo concluiu que a abordagem cirúrgica é eficaz e segura, confirmando que o grau histológico da OMS e a extensão da ressecção são fatores determinantes para o prognóstico e o controle tumoral local.
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