INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA: ENTRE A DEMOCRATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO E A AMPLIAÇÃO DAS DESIGUALDADES EDUCACIONAIS

Autores

  • Rebeca Benevides de Oliveira Nilton Lins
  • Alexssandra de Lemos Pinheiro Universidade Estadual de Roraima
  • Luciano João da Silva PROFCIAMB/UFPE
  • Krysman Felix da Silva FAMEESP
  • Lindamir Svidzinski Unicentro de Guarapuava
  • Javan Ferreira PUC-SP https://orcid.org/0009-0008-5476-6550
  • Eumenildes Pereira da Silva Carvalho IFPI
  • Antonio Marcos Leite Cavalcante UEMA
  • Diego Mairins Pereira Universidade Federal do Piauí
  • Meiry Cristiane Richil de Carvalho Universidade Estadual de Roraima
  • Ana Valéria de Oliveira Sousa Santos Faculdade Metropolitana de Teresina
  • Franciele Raquel Hickmann IFSC

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29165

Palavras-chave:

Inteligência Artificial. Educação Básica. Desigualdades educacionais. Inclusão digital. Formação docente.

Resumo

A rápida incorporação da Inteligência Artificial (IA) aos sistemas educacionais tem provocado profundas transformações nos processos de ensino, aprendizagem e gestão escolar. Ao mesmo tempo em que essas tecnologias ampliam possibilidades de personalização do ensino, acessibilidade, produção de materiais didáticos e acompanhamento das aprendizagens, também evidenciam desafios relacionados à exclusão digital, às desigualdades de infraestrutura, ao letramento digital de professores e estudantes e às implicações éticas decorrentes do uso de sistemas algorítmicos na educação. Nesse contexto, este artigo tem como objetivo analisar criticamente em que medida a Inteligência Artificial pode contribuir para a democratização do acesso ao conhecimento ou, em sentido oposto, ampliar desigualdades historicamente presentes na Educação Básica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, fundamentada na análise de produções científicas nacionais e internacionais, documentos de organismos multilaterais e referenciais teóricos sobre educação, tecnologias digitais e justiça educacional. O estudo articula contribuições de autores como Freire, Castells, Kenski, Moran, Selwyn, Holmes, Luckin, Feenberg e documentos da UNESCO, discutindo tanto as potencialidades pedagógicas quanto os riscos associados ao uso indiscriminado da IA nas escolas. Os resultados indicam que os benefícios educacionais dessas tecnologias não decorrem de sua simples adoção, mas dependem de políticas públicas, infraestrutura adequada, formação docente contínua, governança ética e promoção do letramento em Inteligência Artificial. Conclui-se que a IA constitui uma tecnologia de elevado potencial transformador, porém sua contribuição para a redução ou ampliação das desigualdades educacionais está diretamente relacionada às condições sociais, econômicas, pedagógicas e institucionais que orientam sua implementação.

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Biografia do Autor

Rebeca Benevides de Oliveira, Nilton Lins

Especialista em Didática do Ensino Superior, Nilton Lins, Manaus, AM.

Alexssandra de Lemos Pinheiro, Universidade Estadual de Roraima

Mestrado em Ensino de Ciências, Universidade Estadual de Roraima, Boa Vista, Roraima.

Luciano João da Silva, PROFCIAMB/UFPE

Mestre em Ensino das Ciências Ambientais (PROFCIAMB/UFPE).

Krysman Felix da Silva, FAMEESP

Especialista em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional, Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo (FAMEESP), Codó, Maranhão. Pedagogo.

Lindamir Svidzinski, Unicentro de Guarapuava

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Naturais e Matemática (PPGEN), Unicentro de Guarapuava, PR.

Javan Ferreira, PUC-SP

Mestrando em Ciência da Religião, PUC-SP. Especialista em Psicopedagogia. Licenciado em Pedagogia e Sociologia.

Eumenildes Pereira da Silva Carvalho, IFPI

Pós-graduada em Empreendedorismo e Inovação, Instituto Federal do Piauí (IFPI), Teresina, PI. 

Antonio Marcos Leite Cavalcante, UEMA

Mestre em Matemática, Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Alto Alegre do Pindaré, Maranhão.

Diego Mairins Pereira, Universidade Federal do Piauí

Especialização em Ensino de Química e suas Tecnologias, Universidade Federal do Piauí, Campus Picos. Ouricuri, Pernambuco.

Meiry Cristiane Richil de Carvalho, Universidade Estadual de Roraima

Mestranda em Agroecologia, Universidade Estadual de Roraima, Boa Vista, Roraima. 

Ana Valéria de Oliveira Sousa Santos, Faculdade Metropolitana de Teresina

Especialização em Psicopedagogia com Ênfase na Educação Especial, Faculdade Metropolitana de Teresina, Codó, Maranhão.

Franciele Raquel Hickmann, IFSC

Graduanda em Matemática, Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Barra Velha, SC.

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Publicado

2026-07-29

Como Citar

Oliveira, R. B. de, Pinheiro, A. de L., Silva, L. J. da, Silva, K. F. da, Svidzinski, L., Ferreira, J., … Hickmann, F. R. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA: ENTRE A DEMOCRATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO E A AMPLIAÇÃO DAS DESIGUALDADES EDUCACIONAIS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29165