ENTRE A PRÁXIS E O PROTOCOLO: LIMITES ESTRUTURAIS E DESAFIOS DO PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO BÁSICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29011Palavras-chave:
Planejamento Pedagógico. Burocracia. Educação Básica.Resumo
Esse artigo buscou analisar a percepção de docentes em exercício na Educação Básica acerca do planejamento pedagógico enquanto instância de formação continuada, identificando os principais limites estruturais que afetam a sua qualidade. A metodologia seguiu um enfoque misto e delineamento descritivo-exploratório por meio de um estudo de caso. Um questionário semiestruturado e entrevistas foram aplicados a uma amostra intencional de 21 professores de uma Unidade Municipal de Educação Básica em Fortaleza, Ceará. Os dados quantitativos foram processados por estatística descritiva e os qualitativos sob a Análise de Conteúdo de Bardin. Os principais resultados demonstram que, embora 76,2% dos docentes atribuam altíssima importância ao planejamento coletivo para a formação em serviço, a efetivação dessa prática reflexiva colide com a realidade operacional da rotina escolar. Conclui-se que o excesso de demandas burocráticas (90,5%) e a escassez de tempo na jornada de trabalho (33,3%) configuram as barreiras primárias que inviabilizam a consolidação de uma cultura investigativa e colaborativa na instituição, reduzindo o tempo protegido a cumprimentos de formalidades gerenciais.
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