USO EXCESSIVO DE JOGOS DIGITAIS NA INFÂNCIA E IMPACTOS NA REGULAÇÃO EMOCIONAL: INTERFACES NA SAÚDE PÚBLICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28682

Palavras-chave:

Jogos digitais. Infância. Regulação emocional. Saúde mental. Tecnologias digitais.

Resumo

INTRODUÇÃO: O uso de tecnologias digitais na infância tem se intensificado nas últimas décadas, especialmente com a popularização de jogos digitais, suscitando preocupações acerca de seus impactos no desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças, bem como suas implicações para a saúde pública. OBJETIVO: Analisar os impactos do uso excessivo de jogos digitais na infância sobre a regulação emocional e suas interfaces na saúde pública. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura de abordagem qualitativa, realizada entre abril e junho de 2026. As buscas foram conduzidas nas bases de dados SciELO, Google Acadêmico, PubMed/MEDLINE, LILACS e BVS, utilizando descritores combinados por operadores booleanos. Foram incluídos artigos disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem a temática proposta. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 11 estudos foram selecionados para análise. Os dados foram analisados de forma descritiva e interpretativa, com categorização temática. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os achados indicam que o uso excessivo de jogos digitais na infância associa-se a prejuízos na regulação emocional, incluindo dificuldades de atenção, impulsividade, irritabilidade e maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade e depressão. Evidenciam-se também repercussões cognitivas e sociais, como prejuízos na linguagem, na interação social e na autorregulação emocional. Além disso, foram identificados possíveis impactos neurobiológicos relacionados à maturação cerebral e ao funcionamento de sistemas de recompensa e estresse. Apesar disso, alguns estudos apontam potenciais benefícios cognitivos quando os jogos são utilizados de forma mediada e controlada. CONCLUSÃO: Conclui-se que o uso excessivo de jogos digitais na infância representa um fator de risco para o desenvolvimento emocional e comportamental, exigindo atenção de profissionais de saúde, educadores e famílias. Destaca-se a necessidade de estratégias intersetoriais e políticas públicas voltadas à promoção do uso consciente das tecnologias digitais e à prevenção de prejuízos à saúde mental infantil.

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Biografia do Autor

Vanessa Santos Silva Corrêa Pinto, UNIRIO

Doutora em Enfermagem e Biociências - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO.

Daniel Motta Corrêa Pinto, FACUVALE

Especialista em gerenciamento de risco - Faculdade do Vale do Aço - FACUVALE.

Tânia Cristina de Oliveira Valente, UNICAMP

Pós Doutora em Psicologia Médica e Psiquiatria - Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.

Luana Lohane Figueiredo de Aguilar, Faculdade Atenas de Sete Lagoas

Graduada em Medicina - Faculdade Atenas de Sete Lagoas.

Maria Eduarda Lino Davi

Graduada em Medicina - Faculdade Atenas de Sete Lagoas.

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Publicado

2026-07-15

Como Citar

Pinto, V. S. S. C., Pinto, D. M. C., Valente, T. C. de O., Aguilar, L. L. F. de, & Davi, M. E. L. (2026). USO EXCESSIVO DE JOGOS DIGITAIS NA INFÂNCIA E IMPACTOS NA REGULAÇÃO EMOCIONAL: INTERFACES NA SAÚDE PÚBLICA . Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–11. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28682