ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO DO ENFERMEIRO NO MANEJO E ENFRENTAMENTO DAS MÃES DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28133Palavras-chave:
Assistência de Enfermagem. Transtorno do Espectro Autista. Assistência Familiar.Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento que impacta profundamente a dinâmica familiar, impondo às mães sobrecarga física, emocional e social intensa. Diante da centralização do cuidado na figura materna e das fragilidades presentes nos serviços de saúde, torna-se imprescindível compreender o papel do enfermeiro no suporte a essas mulheres. Compreender a contribuição do enfermeiro no suporte às mães de crianças com TEA, a partir das evidências científicas disponíveis na literatura. Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo e abordagem qualitativa. A busca foi realizada no Google Acadêmico, utilizando os descritores: Assistência de Enfermagem; Transtorno do Espectro Autista; Assistência Familiar. Foram incluídos artigos completos, publicados em língua portuguesa, no período de 2021 a 2025, resultando na seleção final de 17 estudos. Os estudos evidenciaram que mães de crianças com TEA vivenciam sobrecarga emocional significativa, marcada por estresse crônico, isolamento social, renúncia profissional e sofrimento psicológico. O suporte social e profissional mostrou-se fator protetivo essencial para a preservação da saúde materna. A enfermagem demonstrou papel estratégico na identificação precoce de sinais do transtorno, no acolhimento humanizado, na educação em saúde e na construção do vínculo terapêutico com a família. Fragilidades na capacitação profissional e nas políticas públicas comprometem a continuidade e a qualidade do cuidado. A enfermagem exerce contribuição fundamental no suporte às mães de crianças com TEA, especialmente na Atenção Primária à Saúde. Estratégias como escuta qualificada, grupos de apoio, visitas domiciliares e Sistematização da Assistência de Enfermagem fortalecem o cuidado integral e humanizado. Investimentos em qualificação profissional contínua e em políticas públicas integradas são indispensáveis para garantir assistência centrada na família.
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