TERRITÓRIO, TRABALHO E CONTRADIÇÃO: O CAMPONÊS AMAZÔNICO NA RDS CANUMÃ

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.27969

Palavras-chave:

Trabalho camponês. Amazônia. Território. Capitalismo verde. Reservas de Desenvolvimento Sustentável.

Resumo

O presente artigo analisa as contradições entre o trabalho camponês amazônico e a expansão das relações capitalistas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Canumã, localizada no município de Borba, Estado do Amazonas. Nossas análises se fundamentaram no materialismo histórico-dialético, combinada com revisão bibliográfica, análise documental, observação sistemática de campo realizada entre 2022 e 2026 e registros produzidos junto às comunidades da RDS. Os resultados apontaram que, mesmo inseridas em dinâmicas econômicas capitalistas, há práticas produtivas desenvolvidas pelos camponeses amazônicos que preservam elementos de reciprocidade, cooperação e uso coletivo dos recursos naturais, apresentando formas de resistência à subordinação integral da vida social à lógica do capital. Concluímos que a RDS Canumã constitui um território marcado pela coexistência contraditória entre processos de expansão capitalista e práticas sociais que reafirmam territorialidades camponesas, saberes tradicionais e relações historicamente construídas entre trabalho, natureza e comunidade.

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Biografia do Autor

Janderson Braganca Ribeiro, Universidade Federal do Amazonas

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas.

Arminda Rachel Botelho Mourão, Universidade Federal do Amazonas

Coautora. Orientadora. Professora Drª Titular da Universidade Federal do Amazonas.

 

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Publicado

2026-07-07

Como Citar

Ribeiro, J. B., & Mourão, A. R. B. (2026). TERRITÓRIO, TRABALHO E CONTRADIÇÃO: O CAMPONÊS AMAZÔNICO NA RDS CANUMÃ. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–22. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.27969