PRIVAÇÃO DO SONO E MEMÓRIA OPERACIONAL EM JOVENS ADULTOS: UMA PERSPECTIVA NEUROPSICOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27368Palavras-chave:
Privação do Sono. Memória operacional. NeuropsicologiaResumo
Este artigo analisa a relação entre privação do sono e memória operacional em jovens adultos, sob uma perspectiva neuropsicológica. Parte-se do seguinte problema: de que forma a privação total ou a restrição parcial e recorrente do sono pode afetar processos cognitivos relacionados à manutenção e à manipulação temporária de informações? O objetivo geral consistiu em esclarecer essa relação por meio de revisão de literatura. Como objetivos específicos, buscou-se identificar mecanismos neuropsicológicos envolvidos no sono e na memória operacional, bem como analisar evidências científicas sobre os efeitos da privação e da restrição do sono no desempenho cognitivo dessa população. Trata-se de uma revisão de literatura, de natureza bibliográfica, abordagem qualitativa e caráter descritivo, com buscas realizadas principalmente na base PubMed, mediante descritores em inglês e operadores booleanos. A fundamentação articula contribuições da Psicologia Cognitiva, Neuropsicologia, Neurociência Cognitiva e estudos sobre sono. Os achados indicam que a privação e a restrição do sono podem comprometer atenção sustentada, controle executivo, tempo de reação, estratégias cognitivas e desempenho em tarefas de memória operacional. Conclui-se que a memória operacional é sensível à duração, qualidade e regularidade do sono.
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