CONTRATOS BANCÁRIOS COM ANALFABETOS: ANÁLISE COMPARATIVA DAS TESES DOS IRDR 2/TJTO E 17/TJCE, À LUZ DA AFETAÇÃO PELO TEMA 1116/STJ

Autores

  • Ismael Carvalho da Rocha Universidade Federal do Tocantins
  • Hélvia Túlia Sandes Pedreira Universidade Católica do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26794

Palavras-chave:

Consumidor analfabeto. Assinatura a rogo. Hipervulnerabilidade.

Resumo

O presente artigo analisa a validade dos contratos bancários firmados por consumidores analfabetos por meio da assinatura a rogo, à luz da hipervulnerabilidade desse grupo e do sistema de precedentes instituído pelo Código de Processo Civil de 2015. Parte-se da problematização acerca da suficiência da observância formal do art. 595 do Código Civil para assegurar a formação de um consentimento livre e esclarecido nas contratações bancárias, caracterizadas por elevada complexidade técnica e acentuada assimetria informacional. A pesquisa adota o método hipotético-dedutivo, com abordagem qualitativa, valendo-se de pesquisa bibliográfica, legislativa e jurisprudencial, com ênfase na análise comparativa dos Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas nº 2 do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins e nº 17 do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, bem como da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça relacionada ao Tema Repetitivo nº 1.116. Os resultados evidenciam que, embora a assinatura a rogo seja mecanismo juridicamente válido, sua observância formal não é suficiente para garantir a efetiva compreensão do conteúdo contratual pelo consumidor analfabeto, sendo necessária a análise material do consentimento e a consideração da possibilidade de ocorrência de vícios de vontade. Conclui-se que a proteção desse grupo demanda interpretação que concilie a validade formal da contratação com o cumprimento do dever de informação, da boa-fé objetiva e da tutela da hipervulnerabilidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ismael Carvalho da Rocha, Universidade Federal do Tocantins

Graduando em Direito pela Universidade Federal do Tocantins e Técnico em Administração pelo Instituto Federal do Tocantins. Discente de direito da Universidade Federal do Tocantins.

Hélvia Túlia Sandes Pedreira, Universidade Católica do Rio de Janeiro

Orientadora. Doutora em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e a Escola Superior da Magistratura do Tocantinense (ESMAT). Mestre em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos pela Universidade Federal do Tocantins e a Escola Superior da Magistratura do Tocantinense (ESMAT). Possui graduação em Direito (1993) e especialização em Direito e Processo do Trabalho (1997), ambos os títulos obtidos pela Universidade Federal de Goiás - UFG. Desembargadora no Tribunal de Justiça do Tocantins. Docente Adjunta da Fundação Universidade Federal do Tocantins - UFT.

Downloads

Publicado

2026-05-29

Como Citar

Rocha, I. C. da, & Pedreira, H. T. S. (2026). CONTRATOS BANCÁRIOS COM ANALFABETOS: ANÁLISE COMPARATIVA DAS TESES DOS IRDR 2/TJTO E 17/TJCE, À LUZ DA AFETAÇÃO PELO TEMA 1116/STJ. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(5), 1–24. https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26794