A ESCOLA REGULAR FRENTE À INCLUSÃO DO ALUNO SURDO: ESPAÇOS, LINGUAGEM E GESTÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26773Palavras-chave:
Educação Bilíngue. Libras. Gestão Escolar, Inclusão Escolar.Resumo
Este artigo analisa os desafios e as possibilidades da inclusão de alunos surdos no ensino regular, estruturando-se na tríade espaço, linguagem e gestão. O objetivo é discutir como a transição do modelo médico-terapêutico para a perspectiva socioantropológica exige que a escola transcenda a integração formal em prol de uma inclusão bilingue e visual. A metodologia caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo, fundamentada em autores como Skliar (2015), Lodi (2014) e Quadros (2014, 2019), dentre outros, articulando conceitos de arquitetura da visibilidade, zonas de conflito linguístico e des-ouvinteização escolar. Os resultados esperados apontam para a necessidade de desconstruir o ouvincentrismo estrutural por meio de uma gestão democrática que promova o coplanejamento entre professores e intérpretes (TILSP), a reconfiguração visual dos espaços e a consolidação da Libras como língua de instrução. Conclui-se que a inclusão plena depende da transformação do Projeto Político-Pedagógico em um território de equidade linguística, onde a diferença surda seja celebrada como potência pedagógica e não apenas tolerada como deficiência.
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