HANSENÍASE E ENVELHECIMENTO: CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E EPIDEMIOLÓGICAS, EM UMA MICRORREGIÃO DE SAÚDE DA BAHIA-BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26559Palavras-chave:
Hanseníase. Epidemiologia. Reabilitação. Envelhecimento. Avaliação de Deficiência.Resumo
A hanseníase acomete pele e nervos periféricos, podendo afetar outros sistemas. Os Mycobacterium leprae e Mycobacterium lepromatosis causam dano neural de evolução lenta e crônico, que pode comprometer gravemente a funcionalidade da pessoa afetada, impondo deficiências, limitações de atividade e restrições de participação. No curso natural do envelhecimento humano as alterações neurológicas comprometem a funcionalidade e a saúde da pessoa. Quando a este processo se soma uma condição como a hanseníase, potencialmente, as incapacidades são instaladas ou têm seu curso agravado. O estudo ecológico, transversal, descreve as características clínico-epidemiológicas dos casos novos (CNs) de hanseníase na Microrregião de Saúde em Jequié-Bahia-Brasil, a partir dos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram comparados CNs em dois grupos etários: (A) até 59 anos e (B) acima de 60 anos. De 2010 a 2023 foram notificados 474 CNs, sendo 142 (30,17%) em pessoas idosas. Os municípios de Jequié, Ipiaú e Iramaia acumularam 66,87% dos casos. Em pessoas idosas, houve predomínio entre homens, pessoas pretas/pardas. Comparativamente ao grupo A, nas pessoas idosas foi mais frequente a ocorrência de formas multibacilares, lesão em dois ou mais nervos, maior proporção de incapacidades físicas ao diagnóstico e maior percentual de conclusão da poliquimioterapia.
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