“O SAMBA NESTA CAPITAL AINDA NÃO FOI EXTINTO” - LAZER AQUILOMBADO, CIDADE E AMOR NEGRO EM SALVADOR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26528Palavras-chave:
Lazer aquilombado. Samba. Salvador. Território negro. História do lazer.Resumo
Este artigo analisa o samba em Salvador, nas primeiras décadas do século XX, como prática de lazer aquilombado. A partir de crônicas jornalísticas, registros da imprensa e obras de Jorge Amado, discuto como o samba produziu territórios de liberdade negra em meio a discursos de vigilância, moralização e controle urbano. O argumento central é que o samba funcionou como tecnologia ancestral de existência coletiva, articulando corpo, território, memória, cuidado, alegria e amor. Em diálogo com Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez, Abdias Nascimento e bell hooks, proponho ler as rodas, festas populares, morros, casas, ruas e terreiros como espaços de reterritorialização negra. Mesmo quando atravessadas pelo exotismo, pelo moralismo e pela repressão, as fontes deixam aparecer práticas de sociabilidade, recomposição comunitária e invenção de cidade. Assim, o samba é compreendido como forma de aquilombamento urbano, capaz de reinventar o tempo e o espaço pela presença, pelo ritmo e pela partilha.
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