A SEMIÓTICA DO SEMIÁRIDO: NARRATIVAS DIGITAIS E REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTAS PEDAGÓGICAS CONTEXTUALIZADAS NA EDUCAÇÃO DO CAMPO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26391Palavras-chave:
Letramento Crítico. Agência Epistêmica. Produção Audiovisual. Pedagogia Contextualizada. Identidade Territorial.Resumo
Este artigo apresenta uma revisão integrativa de literatura com o objetivo de investigar de que modo a produção audiovisual amadora realizada por jovens do Semiárido brasileiro constitui uma forma de letramento crítico multimodal capaz de subverter estereótipos historicamente atribuídos ao território e de funcionar como instrumento de investigação científica contextualizada. O corpus analítico é composto por 28 artigos selecionados em seis bases de dados internacionais e nacionais, Scopus, Web of Science, ERIC, ProQuest, SciELO e Redalyc, com busca realizada entre novembro de 2025 e março de 2026, seguindo protocolo adaptado de Whittemore e Knafl (2005) com diretrizes PRISMA. A análise temática identificou quatro eixos estruturantes: letramento multimodal e semiótica social; narrativa digital, identidade e pertencimento; tecnologia, engajamento e aprendizagem científica; e afetividade e agência epistêmica. Os resultados evidenciam que práticas pedagógicas que integram composição multimodal, storytelling digital e saberes territoriais promovem deslocamentos significativos nas relações de poder simbólico que historicamente subalternizaram os sujeitos rurais. A partir da síntese integrativa, propõe-se o framework Investigação Audiovisual Situada (IAS), estruturado em três dimensões: Curadoria Territorial, Composição Multimodal e Disseminação Reflexiva. Conclui-se que a semiótica do território pode e deve ser mobilizada como dispositivo pedagógico emancipatório, com implicações diretas para a formação docente, o currículo das escolas do campo e as políticas públicas de educação contextualizada.
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