DISTRIBUIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA EPILEPSIA NO BRASIL: UMA REVISÃO DOS DETERMINANTES SOCIOECONÔMICOS E DEMOGRÁFICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26215Palavras-chave:
Epilepsia. Epidemiologia. Saúde pública.Resumo
Introdução: A epilepsia é uma doença neurológica crônica de elevada relevância em saúde pública, com distribuição heterogênea e fortemente influenciada por determinantes socioeconômicos e demográficos no Brasil. Desigualdades regionais, limitações no acesso aos serviços de saúde e estigmatização contribuem para o subdiagnóstico e manejo inadequado da condição.Objetivo: Analisar a distribuição epidemiológica da epilepsia no Brasil, com ênfase nos determinantes socioeconômicos e demográficos associados, a partir de evidências científicas recentes.Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, SciELO e LILACS, considerando publicações dos últimos dez anos. Foram incluídos estudos que abordassem a epidemiologia da epilepsia no Brasil com análise de variáveis sociais e demográficas. Após triagem e aplicação dos critérios de elegibilidade, 68 estudos compuseram a síntese qualitativa.Resultados e Discussão: Observou-se maior concentração de casos nas regiões Norte e Nordeste, associada a piores condições socioeconômicas e menor acesso à saúde. O perfil etário apresentou distribuição bimodal, com maior incidência em crianças e idosos. Fatores como baixa renda, escolaridade, raça/cor e acesso limitado ao tratamento influenciam diretamente os desfechos clínicos. Destacam-se ainda elevada morbimortalidade, impacto econômico significativo e persistência do estigma social. Foram identificadas lacunas na produção científica nacional, especialmente em estudos longitudinais e análises integradas.Conclusão: A epilepsia no Brasil está fortemente associada a desigualdades sociais e regionais, demandando estratégias integradas que ampliem o acesso ao diagnóstico e tratamento, fortaleçam a atenção primária e reduzam iniquidades. A produção de evidências científicas é essencial para subsidiar políticas públicas melhores.
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