ESTRESSE TÉRMICO E GESTAÇÃO: EFEITOS DAS ONDAS DE CALOR NA SAÚDE MATERNO-FETAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26097Palavras-chave:
Calor extremo. Gestação. Saúde materno-fetal.Resumo
O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos do estresse térmico decorrente das ondas de calor na saúde materno-fetal, destacando os principais mecanismos fisiopatológicos e desfechos adversos associados. Trata-se de uma revisão da literatura, de abordagem qualitativa, realizada nas bases de dados PubMed, MEDLINE e Scopus, com seleção de estudos publicados entre 2022 e 2026. Os resultados evidenciaram associação consistente entre a exposição ao calor extremo durante a gestação e complicações como parto prematuro, baixo peso ao nascer e restrição do crescimento intrauterino. Observou-se que tais efeitos estão relacionados a alterações na termorregulação materna, redução da perfusão uteroplacentária, respostas inflamatórias e disfunções metabólicas na interface materno-fetal. Além disso, fatores socioeconômicos e ambientais intensificam a vulnerabilidade das gestantes, especialmente em contextos de baixa renda. Constatou-se também a existência de lacunas nas políticas públicas voltadas à proteção da saúde materno-infantil frente às mudanças climáticas. Conclui-se que o estresse térmico representa um importante desafio para a saúde pública, exigindo estratégias integradas de prevenção, monitoramento e assistência qualificada durante o pré-natal.
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