MEDIAÇÃO FAMILIAR E RESPONSABILIZAÇÃO JUVENIL NA ERA DIGITAL: UMA ANÁLISE INTERDISCIPLINAR SOBRE A NORMALIZAÇÃO DE CONDUTAS AGRESSIVAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.26095Palavras-chave:
Formação Ética. Mediação Familiar. Cultura Digital. Estatuto da Criança e do Adolescente. Responsabilização Juvenil.Resumo
Este estudo analisa a formação ética de crianças e adolescentes no contexto da cultura digital contemporânea, com ênfase na mediação familiar e nos desafios regulatórios associados ao ambiente virtual. A partir de uma abordagem interdisciplinar, fundamentada em referenciais da filosofia política, psicologia social, direito e saúde, investiga-se a relação entre a redução da mediação parental, a percepção de baixa eficácia dissuasória e a manifestação de condutas agressivas no ciberespaço. Metodologicamente, trata-se de uma revisão bibliográfica sistematizada, de natureza qualitativa, orientada pelas diretrizes PRISMA, com análise de 52 estudos selecionados em bases nacionais e internacionais. Como recurso interpretativo, utiliza-se a performance Rhythm 0 (1974), de Marina Abramović, compreendida como dispositivo heurístico para reflexão sobre desinibição social. Os resultados indicam que a redução da mediação familiar, associada a ambientes digitais de menor intensidade regulatória, pode estar correlacionada à exposição a interações hostis, embora tais relações dependam de múltiplos fatores contextuais. Conclui-se que a gestão das condutas agressivas juvenis requer abordagens integradas, envolvendo família, escola e políticas públicas, bem como o aprimoramento contínuo dos mecanismos de regulação e educação digital.
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