MORBIDADE E MORTALIDADE HOSPITALAR POR CÂNCER DE ENCÉFALO: ANÁLISE COMPARATIVA DA REGIÃO SUDESTE FRENTE AO PANORAMA NACIONAL (2015-2024)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.26017Palavras-chave:
Neoplasia. Neoplasia de encéfalo. Saúde pública.Resumo
Esse artigo buscou analisar a morbidade e mortalidade por neoplasias malignas do encéfalo na Região Sudeste do Brasil em comparação ao panorama nacional, considerando o período de 2015 a 2024. A pesquisa consistiu em um estudo de série temporal realizado com dados secundários do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). A análise avaliou variáveis demográficas, modalidades terapêuticas e desfechos clínicos. Os resultados evidenciaram que a Região Sudeste concentrou a maior proporção de casos do país, correspondendo a mais de quarenta por cento dos registros nacionais. Foi observada predominância no sexo masculino e na faixa etária de 50 a 64 anos, sendo a radioterapia a modalidade terapêutica inicial mais frequente. Embora o Sudeste tenha apresentado maior agilidade no início do tratamento oncológico, a taxa de mortalidade hospitalar regional superou a média nacional. Foi constatada também uma disparidade racial expressiva, com maiores taxas de mortalidade na população negra. A conclusão indica que, apesar da infraestrutura avançada, existem profundas desigualdades no prognóstico da doença. Portanto, é imperativo aprimorar as estratégias de vigilância epidemiológica e formular políticas públicas focadas na equidade e no acesso aos tratamentos oncológicos.
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