PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍASE NO MARANHÃO E NA MICRORREGIÃO DE IMPERATRIZ ENTRE 2018 E 2022

Autores

  • Eduardo Araujo de Sousa Universidade CEUMA
  • Jadivardi Coelho Costa Segundo Universidade CEUMA
  • Milena Siqueira Cavalcanti Sousa Universidade CEUMA
  • Ana Beatriz Tomich Feitosa Universidade CEUMA
  • João Gabriel Rezende Leal Nepomuceno Universidade CEUMA
  • Adriana dos Santos Oliveira Universidade CEUMA
  • Roberta Furtado Carvalho Universidade CEUMA

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25971

Palavras-chave:

Hanseníase. Epidemiologia. Maranhão. Imperatriz. Vigilância em Saúde.

Resumo

A hanseníase permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, sobretudo em estados com elevada endemicidade, persistência da transmissão e barreiras ao diagnóstico oportuno. No Maranhão, esse cenário assume especial relevância, uma vez que o estado figura entre os de maior carga da doença no país e apresenta municípios prioritários para vigilância e controle, como Imperatriz. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico da hanseníase no estado do Maranhão e na microrregião de Imperatriz, no período de 2018 a 2022. Trata-se de estudo epidemiológico, retrospectivo, descritivo e quantitativo, realizado com dados secundários obtidos no DATASUS/TabNet. Foram incluídos os registros de hanseníase do estado do Maranhão e da microrregião de Imperatriz entre 2018 e 2022. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas e analisados por meio de frequências absolutas e cálculo de taxas por 100.000 habitantes. Observou-se predomínio de casos no sexo masculino, maior magnitude nas faixas etárias adultas e idosas, além de importante proporção de registros com mais de cinco lesões ao diagnóstico e positividade baciloscópica expressiva, achados compatíveis com maior frequência de formas multibacilares. Na microrregião de Imperatriz, as taxas de detecção mantiveram-se elevadas em 2018 e 2019, com redução em 2020 e recuperação parcial nos anos seguintes, comportamento possivelmente influenciado pelas repercussões da pandemia de COVID-19 sobre o acesso aos serviços e a notificação dos casos. Conclui-se que a hanseníase mantém elevada carga epidemiológica no Maranhão e que a microrregião de Imperatriz possui papel estratégico nesse contexto, o que reforça a necessidade de qualificação da vigilância, ampliação do diagnóstico precoce, fortalecimento da atenção primária e intensificação do acompanhamento de contatos.

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Biografia do Autor

Eduardo Araujo de Sousa, Universidade CEUMA

Acadêmico de medicina, Universidade CEUMA, Imperatriz-MA.

Jadivardi Coelho Costa Segundo, Universidade CEUMA

Acadêmico de medicina, Universidade CEUMA, Imperatriz-MA.

Milena Siqueira Cavalcanti Sousa, Universidade CEUMA

Acadêmica de medicina, Universidade CEUMA, Imperatriz-MA.

Ana Beatriz Tomich Feitosa, Universidade CEUMA

Acadêmica de medicina, Universidade CEUMA Imperatriz-MA.

João Gabriel Rezende Leal Nepomuceno, Universidade CEUMA

Acadêmico de medicina, Universidade CEUMA, Imperatriz-MA.

Adriana dos Santos Oliveira, Universidade CEUMA

Coorientadora, Universidade Ceuma, Imperatriz-MA.

Roberta Furtado Carvalho, Universidade CEUMA

Orientadora, Universidade Ceuma, Imperatriz-MA.

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Publicado

2026-04-27

Como Citar

Sousa, E. A. de, Segundo, J. C. C., Sousa, M. S. C., Feitosa, A. B. T., Nepomuceno, J. G. R. L., Oliveira, A. dos S., & Carvalho, R. F. (2026). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍASE NO MARANHÃO E NA MICRORREGIÃO DE IMPERATRIZ ENTRE 2018 E 2022. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(4), 1–12. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25971