PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍASE NO MARANHÃO E NA MICRORREGIÃO DE IMPERATRIZ ENTRE 2018 E 2022
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25971Palabras clave:
Hanseníase. Epidemiologia. Maranhão. Imperatriz. Vigilância em Saúde.Resumen
A hanseníase permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, sobretudo em estados com elevada endemicidade, persistência da transmissão e barreiras ao diagnóstico oportuno. No Maranhão, esse cenário assume especial relevância, uma vez que o estado figura entre os de maior carga da doença no país e apresenta municípios prioritários para vigilância e controle, como Imperatriz. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico da hanseníase no estado do Maranhão e na microrregião de Imperatriz, no período de 2018 a 2022. Trata-se de estudo epidemiológico, retrospectivo, descritivo e quantitativo, realizado com dados secundários obtidos no DATASUS/TabNet. Foram incluídos os registros de hanseníase do estado do Maranhão e da microrregião de Imperatriz entre 2018 e 2022. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas e analisados por meio de frequências absolutas e cálculo de taxas por 100.000 habitantes. Observou-se predomínio de casos no sexo masculino, maior magnitude nas faixas etárias adultas e idosas, além de importante proporção de registros com mais de cinco lesões ao diagnóstico e positividade baciloscópica expressiva, achados compatíveis com maior frequência de formas multibacilares. Na microrregião de Imperatriz, as taxas de detecção mantiveram-se elevadas em 2018 e 2019, com redução em 2020 e recuperação parcial nos anos seguintes, comportamento possivelmente influenciado pelas repercussões da pandemia de COVID-19 sobre o acesso aos serviços e a notificação dos casos. Conclui-se que a hanseníase mantém elevada carga epidemiológica no Maranhão e que a microrregião de Imperatriz possui papel estratégico nesse contexto, o que reforça a necessidade de qualificação da vigilância, ampliação do diagnóstico precoce, fortalecimento da atenção primária e intensificação do acompanhamento de contatos.
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