COMPATIBILIDADE DA JUSTIÇA ATUARIAL COM O DIREITO PENAL BRASILEIRO EM CONJUNTO COM O USO DE TECNOLOGIAS PREDITIVAS COMO COMPAS

Autores

  • Vitor Sousa Brito UNITINS
  • Neide Aparecida Ribeiro UNITINS

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25947

Palavras-chave:

Justiça criminal. Mecanismos preditivos. Algoritmos computacionais. Justiça atuarial. Princípios constitucionais.

Resumo

Este trabalho tem como objetivo refletir sobre os possíveis conflitos entre o uso da justiça atuarial e os princípios fundamentais do Direito Penal brasileiro. Com o avanço das tecnologias, especialmente as ferramentas preditivas como o sistema Correctional Offender Management Profiling For Alternative Sanctions (COMPAS), utilizado nos Estados Unidos, tem-se discutido a utilização de dados estatísticos para auxiliar decisões judiciais, principalmente na previsão de reincidência criminal. Embora essas tecnologias sejam apresentadas como instrumentos de eficiência e racionalidade, também suscitam preocupações relevantes, sobretudo no que se refere à preservação de garantias constitucionais, como a presunção de inocência, a individualização da pena e o devido processo legal. A aplicação de modelos baseados em algoritmos pode reduzir o indivíduo a um número ou perfil de risco, contrariando a lógica humanista e garantista que orienta o ordenamento jurídico brasileiro. O sistema COMPAS, por exemplo, tem sido amplamente criticado por apresentar padrões de decisão enviesados, especialmente em relação a minorias raciais, o que evidencia que os algoritmos, longe de serem neutros, podem reproduzir desigualdades já existentes.

 

 

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Biografia do Autor

Vitor Sousa Brito, UNITINS

Acadêmico de Direito pela Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS).  

Neide Aparecida Ribeiro, UNITINS

Graduação em Direito pela Universidade Federal de Goiás - UFG (1990), especialização em Direito Processual Penal, Direito Constitucional e mestrado em Direito Público (Direito Penal) pela Universidade Federal de Goiás (2006). É Doutora em Educação pela Universidade Católica de Brasília (UCB), na investigação do Cyberbullying. Foi professora do Curso de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/GO), (2002-2017), tendo ministrado as disciplinas de Direito Processual Penal, Direito Penal e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Foi professora da graduação e pós-graduação em Direito da Universidade Católica de Brasília (UCB) e integrou, na qualidade de Docente do Curso de Direito da UCB, no período de 2008-2017, o Núcleo Docente Estruturante (NDE). Foi Coordenadora do Grupo de Estudos intituladoA Aplicação e o Impacto da Prisão Provisória no DF, do Curso de Direito da UCB e Coordenadora de área de Prática Jurídica Cível da UCB (2015-2017). Integrou, como Editora Chefe, a Equipe Editorial da Revista Direito em Ação - Revista do Curso de Direito da UCB de 2008-2017. Integra, na qualidade de avaliadora de artigos científicos, o quadro da Revista ESMAT do Tocantins. Foi Membro da Comissão de Ciências Criminais e Segurança da OAB/DF. Integrou como Membro as Comissões de Direitos Humanos e da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Tocantins. Integra o Comitê de Ética da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS). Professora da Graduação do Curso de Direito da Faculdade de Palmas/TO (FAPAL) em Palmas/Tocantins, das disciplinas de Direito Processual Penal e Direito Penal. Professora do Curso de Direito da UNITINS.

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Publicado

2026-04-23

Como Citar

Brito, V. S., & Ribeiro, N. A. (2026). COMPATIBILIDADE DA JUSTIÇA ATUARIAL COM O DIREITO PENAL BRASILEIRO EM CONJUNTO COM O USO DE TECNOLOGIAS PREDITIVAS COMO COMPAS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(4), 1–26. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25947