AVALIAÇÃO DA DOR ASSOCIADA À TERAPIA HORMONAL COM ANASTROZOL E TAMOXIFENO NO PÓS-QUIMIOTERAPIA EM CÂNCER DE MAMA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25437Palavras-chave:
Câncer de mama terapia hormonal. Dor musculoesquelética. Anastrozol e tamoxifeno.Resumo
O câncer de mama é uma das neoplasias mais prevalentes entre mulheres, e o avanço terapêutico tem aumentado a sobrevida, destacando a importância do manejo dos efeitos adversos a longo prazo. Entre as abordagens sistêmicas, a terapia hormonal com anastrozol e tamoxifeno é amplamente utilizada em tumores com receptores hormonais positivos. Apesar de sua eficácia na redução da recorrência, esses fármacos estão associados a efeitos adversos, especialmente dor musculoesquelética, que impacta negativamente a qualidade de vida e a adesão ao tratamento. Este estudo analisou a dor em pacientes submetidas à quimioterapia prévia e em uso de terapia hormonal, por meio de revisão da literatura. Observou-se que o anastrozol apresenta maior associação com dor articular e óssea, frequentemente relacionada à síndrome musculoesquelética induzida por inibidores da aromatase. Em contraste, o tamoxifeno apresenta menor incidência de dor, sendo mais associado a efeitos como fogachos e sintomas ginecológicos. A quimioterapia prévia, especialmente com taxanos, mostrou-se fator relevante na intensificação da dor, possivelmente devido à sensibilização nociceptiva e efeitos inflamatórios persistentes. A avaliação da dor é realizada por instrumentos como a Escala Visual Analógica e o Brief Pain Inventory, permitindo mensurar intensidade e impacto funcional. Conclui-se que a dor é multifatorial e influencia diretamente a adesão terapêutica. Estratégias de manejo, incluindo atividade física e acompanhamento clínico contínuo, são essenciais para reduzir sintomas e melhorar os desfechos clínicos, garantindo a continuidade do tratamento e melhor qualidade de vida.
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