POLÍTICAS DE ESCRITA E EPISTEMOLOGIAS FEMINISTAS E DECOLONIAIS NA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO EM PSICOLOGIA: ESCREVIVÊNCIA, LUGAR DE FALA E A VOZ SUBALTERNA COMO MÉTODO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24817Palavras-chave:
Epistemologias feministas. Decolonialidade. Escrevivência. Lugar de fala. Psicologia.Resumo
O presente artigo analisa as políticas de escrita e as epistemologias feministas e decoloniais como possibilidades metodológicas para a produção de conhecimento em psicologia, tomando a escrevivência, o lugar de fala e a voz subalterna como operadores conceituais centrais. Considerando a hegemonia de modelos epistêmicos eurocêntricos e masculinistas que historicamente conformaram o campo psi, objetiva-se discutir as contribuições de autoras como Gayatri Spivak, bell hooks, Djamila Ribeiro, Gloria Anzaldúa, Conceição Evaristo, Fernanda Felisberto, Margareth Rago, Camila Sosa Villada e pesquisadoras brasileiras do campo da psicologia para a construção de práticas de pesquisa e escrita que reconheçam a corporificação, a localização e a parcialidade como condições de todo saber. Para tanto, procede-se a um estudo teórico que articula epistemologias feministas e decoloniais, escrevivência e escritas de si como método, e políticas de escrita na psicologia como práticas de resistência. Desse modo, observa-se que essas perspectivas oferecem ferramentas potentes para uma psicologia comprometida com a justiça epistêmica e com a transformação social, o que permite concluir que escrever desde as margens constitui não apenas opção metodológica, mas posicionamento ético e político diante das desigualdades que atravessam o campo da produção de conhecimento.
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