CUIDADOS PALIATIVOS: A PERCEPÇÃO AO LONGO DA FORMAÇÃO ACADÊMICA EM MEDICINA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24666Palavras-chave:
Cuidados paliativos. Medicina. Ensino.Resumo
Este artigo buscou avaliar o conhecimento, a percepção de preparo e a experiência prática de acadêmicos de medicina em relação aos Cuidados Paliativos (CP), considerando a influência da disciplina na graduação. Realizou-se um estudo transversal com 299 estudantes, predominantemente do sexo feminino (68,9%), com mediana de idade de 23 anos, distribuídos entre os ciclos básico, clínico e internato. Os participantes responderam a um questionário abordando conhecimento teórico, evolução percebida no aprendizado, experiência prática e percepção de preparo para atuar na área. Os resultados mostraram que 87,3% tinham conhecimento sobre a disciplina, e 58,5% já a haviam cursado, sendo quase igualmente distribuídos entre ciclo clínico e internato. A maioria (59,9%) relatou não se sentir preparada, porém houve associação significativa entre cursar CP e sentir-se apto (p<0,001), especialmente quando cursada durante o internato (p=0,038). Observou-se também que a percepção de evolução do conhecimento e a experiência prática foram determinantes para a autoconfiança dos estudantes. Por fim, 97,7% consideraram os CP muito importantes na rotina médica. Concluiu-se que a disciplina, aliada à experiência prática, foi fundamental para consolidar conhecimento, aumentar a percepção de preparo e promover formação de futuros médicos capacitados para cuidados humanizados.
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