NEURODIVERSIDADE E BEM-ESTAR: INTERAÇÕES ENTRE TEA, COMORBIDADES E QUALIDADE DE VIDA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24282Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista. Qualidade de vida. Comorbidades. neurodiversidade. Autoadvocacia. Tecnologia. Inclusão. Políticas públicas.Resumo
Este artigo explora como a interação entre os sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA), como dificuldades sociais e interesses restritos, e comorbidades, como ansiedade e depressão, molda a qualidade de vida (QoL) em diferentes fases da vida. Na infância, barreiras sociais impactam a inclusão escolar, enquanto na adolescência, a busca por autonomia enfrenta desafios emocionais. Na adultez e envelhecimento, dificuldades persistentes e condições crônicas afetam relacionamentos e participação comunitária. A QoL é influenciada por fatores protetivos, como resiliência, suporte social e autoaceitação, potencializados pela neurodiversidade e autoadvocacia, especialmente em grupos sub-representados (mulheres, minorias étnicas). Tecnologias emergentes, como realidade virtual e inteligência artificial, oferecem soluções personalizadas para gerenciar sintomas e comorbidades, promovendo bem-estar. O modelo bioecológico destaca a interação entre sistemas micro (família), meso (escola) e macro (políticas públicas) na modulação da QoL. Narrativas autistas, capturadas por métodos qualitativos, reforçam a necessidade de ouvir vozes autistas para desenvolver abordagens centradas na pessoa. As considerações finais propõem políticas inclusivas e mais pesquisas sobre populações subestudadas, como idosos e minorias, visando uma QoL que valorize forças individuais.
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