INTERIORIZAÇÃO, PERMANÊNCIA E EVASÃO: RETRATOS DOS 19 ANOS DAS LICENCIATURAS EM CIÊNCIAS NA UFAM, CAMPUS COARI
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24239Palavras-chave:
Evasão. Ensino superior. Permanência estudantil. Licenciaturas em ciências. Interiorização.Resumo
Este artigo analisa a trajetória acadêmica dos estudantes dos cursos de Licenciatura em Ciências: Biologia e Química e Matemática e Física, ofertados pelo Instituto de Saúde e Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (ISB/UFAM), entre 2006 e 2024. A pesquisa adotou abordagem quantitativa, de caráter descritivo e exploratório, com base em registros institucionais de ingresso, evasão, jubilamento, retenção e conclusão. Os resultados evidenciam baixa ocupação das vagas, em média 87% em Biologia e Química e 74% em Matemática e Física, além de elevadas taxas de evasão e jubilamento, que resultam em índices reduzidos de conclusão (31,5% e 22,9%, respectivamente). Observou-se também prolongamento do tempo médio de formação, frequentemente superior a seis anos, com casos chegando a mais de dez. Tais fenômenos refletem fragilidades estruturais, como precariedade da formação básica, desvalorização da carreira docente, rigidez curricular e insuficiência de políticas de permanência estudantil. Conclui-se que o fortalecimento das licenciaturas e a valorização da docência em contextos de interiorização são essenciais para garantir não apenas o acesso, mas também a permanência e a conclusão com qualidade no ensino superior.
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