O PAPEL DO ENFERMEIRO NA PROMOÇÃO DA SAÚDE MATERNO-INFANTIL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22289Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde. Enfermagem. Saúde Materno-Infantil. Promoção da Saúde.Resumo
Este estudo abordou a atuação do enfermeiro na promoção da saúde materno-infantil no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), considerando a importância do cuidado integral à gestante, ao recém-nascido e à criança. Partindo do pressuposto de que o enfermeiro exerce papel central na redução da morbimortalidade materno-infantil. Objetivo: Buscou-se compreender suas contribuições, desafios e estratégias de atuação frente às necessidades de saúde dessa população. Metodologia: Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada a partir de artigos publicados nos últimos cinco anos nas bases de dados SciELO, LILACS e BDENF. A pergunta norteadora foi: “Como a atuação do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde contribui para a melhoria dos indicadores de saúde materno-infantil?”. Após a triagem inicial, foram selecionados 15 artigos, dos quais, após análise criteriosa e aplicação dos critérios de exclusão, permaneceram 6 estudos que apresentaram maior relevância e consistência metodológica para responder à questão proposta. Resultados: Evidenciaram que o enfermeiro possui papel fundamental nas ações de promoção e prevenção voltadas à saúde da mulher e da criança, destacando-se na realização do pré-natal de qualidade, na identificação precoce de riscos gestacionais, no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil e na promoção do aleitamento materno. Além disso, observou-se que as ações educativas, o fortalecimento do vínculo com a comunidade e a escuta qualificada favorecem a adesão das famílias às práticas de cuidado e impactam positivamente os indicadores de saúde. Entre os principais desafios encontrados, destacam-se a sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos materiais e humanos e a necessidade de capacitação contínua dos profissionais. Conclusão: A atuação do enfermeiro na APS é essencial para o fortalecimento da saúde materno-infantil, uma vez que promove o cuidado integral e humanizado, amplia o acesso aos serviços e contribui para a redução das desigualdades em saúde. A valorização desse profissional, associada a investimentos em políticas públicas, formação permanente e estrutura adequada, é indispensável para consolidar práticas eficazes e sustentáveis de promoção da saúde no âmbito da Atenção Primária.
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