PAPEL DO ENFERMEIRO NAS EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS NO ATENDIMENTO PRÉ HOSPITALAR: REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22276Palavras-chave:
Assistência à Saúde Mental. Atendimento Pré-Hospitalar. Enfermagem.Resumo
Introdução: O atendimento às urgências psiquiátricas é uma competência dos serviços de urgência desde 2003, sendo responsabilidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizar esses atendimentos e coordenar o fluxo para o serviço de saúde mental mais adequado. O enfermeiro, como integrante da equipe móvel de urgência, desempenha um papel fundamental em todas as etapas do atendimento, oferecendo cuidados baseados em conhecimento técnico, científico e eficiência. Diante da diversidade de situações emergenciais, regulamentadas por protocolos com múltiplas variáveis, a atuação do enfermeiro se destaca ao aplicar sua experiência aliada à ciência, promovendo práticas que qualificam e fortalecem o serviço de enfermagem. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, na qual as bases de dados utilizadas serão: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Revista Interdisciplinar de Estudos em Saúde (RIES). Onde serão utilizados os descritores: “Atendimento Pré-Hospitalar”,“Assistência à Saúde Mental” e “Enfermagem”. Serão incluídos estudos publicados no período de 2020 a 2025, em português, e que abordem a temática em questão. Serão excluídos os artigos em inglês, pagos, repetidos e fora da temática e período de publicação. Resultados e discussão: As urgências psiquiátricas ainda representam um grande desafio para os serviços de saúde, exigindo dos profissionais, especialmente dos enfermeiros, preparo técnico, emocional e ético. A falta de capacitação e o estigma social dificultam o cuidado humanizado e comprometem a adesão ao tratamento. Estudos destacam a importância da escuta sensível, da abordagem integral e da educação continuada para aprimorar a assistência e evitar práticas ultrapassadas. Assim, o enfermeiro assume papel essencial no manejo das crises, promovendo acolhimento, segurança e reabilitação dos pacientes em sofrimento psíquico. Conclusão: Diante da análise realizada, percebe-se que as urgências e emergências psiquiátricas ainda representam um grande desafio para os serviços de saúde, exigindo dos enfermeiros preparo técnico, emocional e ético. A dificuldade de adesão ao tratamento, o preconceito social e a falta de capacitação adequada entre os profissionais continuam interferindo na qualidade da assistência. Por isso, é fundamental adotar práticas humanizadas, baseadas na escuta ativa, empatia e compreensão do contexto de vida do paciente, favorecendo o acolhimento e o fortalecimento do vínculo terapêutico.Assim, a formação contínua dos profissionais de enfermagem torna-se essencial para aprimorar o cuidado nas situações de crise psiquiátrica, assegurando uma assistência ética, segura e resolutiva. O investimento em educação permanente, atualização de protocolos e trabalho interdisciplinar contribui para um modelo de atenção integral, que ultrapassa o enfoque medicamentoso e reconhece o paciente em sua complexidade. Dessa maneira, o enfermeiro consolida seu papel como agente fundamental na promoção da saúde mental e na oferta de um cuidado mais humano e qualificado
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