CÁRCERE HERDADO: VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL E NEGAÇÃO DOS DIREITOS INFANTIS E MATERNOS NAS PRISÕES BRASILEIRAS

Autores/as

  • Mariana Colucci Goulart Martins Ferreira PUC Minas
  • Breno Cesar de Souza Mello UERJ
  • Mariana Cardoso Penido dos Santos PUC Minas

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28497

Palabras clave:

Direito Penal Humano. Cárcere Maternal. Biopoder. Estado de Coisas Inconstitucional.

Resumen

O presente trabalho analisa, sob uma perspectiva crítica, a realidade da maternidade nos estabelecimentos prisionais brasileiros. Demonstra-se que, a despeito de previsões constitucionais e legais formalmente apresentadas como "direitos", a dinâmica real do cárcere maternal opera como uma violência institucionalizada que se distancia do ideal de um Direito Penal Humano, proposto por Eugenio Raúl Zaffaroni. Sob essa ótica, as próprias salvaguardas contidas em tratados internacionais, como as Regras de Bangkok e a Convenção sobre os Direitos da Criança, revelam uma contradição prática: ao permitirem a permanência de menores no ambiente prisional, violam o princípio da intranscendência da pena e afrontam a dignidade humana. Paralelamente, a análise de dados empíricos evidencia que o sistema penitenciário replica a iniquidade de gênero da sociedade brasileira e atua como uma exasperação do biopoder foucaultiano. No contexto de um reconhecido Estado de Coisas Inconstitucional, o tratamento dispensado a mães e filhos ignora as especificidades da relação maternal e negligencia os requisitos legais mínimos para a garantia desse vínculo.

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Biografía del autor/a

Mariana Colucci Goulart Martins Ferreira, PUC Minas

Doutora em Direito Penal (PUC Minas). Mestra em Teoria do Direito (UNIPAC). Mestra em Direito e Inovação (UFJF). Pesquisadora no Grupo de Pesquisa “Inteligência Artificial Aplicada ao Direito”, vinculado à UFJF, e participante do Grupo de Pesquisa “Direito Penal Contemporâneo: em busca da maior proteção com o menor sacrifício à liberdade”, vinculado à PUC Minas. É membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, coordena Grupo de Estudos Avançados (GEA) em Criminologia no IBCCRIM, e integra comissões da OAB/MG voltadas para as áreas de Direito Penal, Direito Constitucional, Tribunal do Júri, e Direito Médico, Saúde e Bioética. Especialista em Direito Penal Econômico; em Direito Público; em Tribunal do Júri e Execução Penal; e em Direito Médico e da Saúde. Advogada, jornalista e professora de graduação e pós-graduação. 

Breno Cesar de Souza Mello, UERJ

Doutor em Direito Civil pela UERJ. Mestre em Direito e Inovação pela UFJF. Especialista em Direito Empresarial. Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com período sanduíche na Universidade de Coimbra. Pesquisador do LABDIA – UERJ. Membro do Instituto Miguel Kfouri Neto. Membro pesquisador no Legal Fronts Institute. Professor de Direito Digital, Inteligência Artificial e Gestão de Dados na Faculdade Sudamérica. Professor substituto de Direito Civil e Direito Digital na UFJF. Advogado. 

Mariana Cardoso Penido dos Santos, PUC Minas

Doutoranda e Mestre em Direito Civil pela PUC Minas. Pós-graduada em Direito Médico e Bioética pelo IEC PUC Minas. Pós-graduanda em Direito Médico e Hospitalar pela Legale. Membro do grupo de pesquisa em Rede CEBID JUSBIOMED. Membro da Comissão de Bioética e Biodireito pela OAB/MG. Membro do Núcleo Acadêmico de Pesquisa pela PUC Minas. Professora de Testamento Vital no Programa de Pós-Graduação (IEC) pela PUC Minas. Advogada. 

Publicado

2026-07-06

Cómo citar

Ferreira, M. C. G. M., Mello, B. C. de S., & Santos, M. C. P. dos. (2026). CÁRCERE HERDADO: VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL E NEGAÇÃO DOS DIREITOS INFANTIS E MATERNOS NAS PRISÕES BRASILEIRAS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28497