O PAPEL DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO E NAS PROVIDÊNCIAS ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA EXTREMA E TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

Autores/as

  • Gabriele Pereira Morais FACISA
  • Josiene Andrade Martins FACISA
  • Emanuel Vieira Pinto FACISA

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28053

Palabras clave:

Feminicídio. Violência contra a Mulher. Cuidados de Enfermagem. Notificação Compulsória. Acolhimento.

Resumen

O artigo discute a violência contra a mulher como um fenômeno estrutural e grave violação dos direitos humanos, que em sua forma mais extrema culmina no feminicídio. O problema central identificado é a lacuna entre o cuidado clínico prestado às vítimas nos serviços de saúde e a adoção de providências efetivas de proteção, uma vez que muitas mulheres chegam às unidades de urgência e emergência com lesões físicas tratadas de forma isolada. Nesse contexto, o estudo tem como objetivo geral analisar, com base na literatura científica, o papel do enfermeiro no atendimento clínico e nas providências ético-legais frente às vítimas de violência de gênero em risco ou em situação de tentativa de feminicídio. Os objetivos específicos incluem: identificar protocolos de acolhimento e assistência imediata; descrever as providências ético-legais de responsabilidade do enfermeiro, com ênfase na notificação compulsória e no acionamento da rede intersetorial; e discutir os desafios enfrentados por esses profissionais na identificação do risco de feminicídio. A metodologia adotada foi uma revisão bibliográfica, de caráter descritivo e qualitativo, baseada em artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases SciELO, LILACS e BDENF. Os resultados evidenciam que o papel do enfermeiro vai além da assistência física, destacando-se o acolhimento qualificado e a escuta ativa como estratégias fundamentais para estabelecer vínculo de confiança e revelar a real causa das lesões. O estudo também aponta desafios significativos, como a sobrecarga de trabalho, o medo de retaliação por parte do agressor, o constrangimento em abordar detalhes da violência e a falta de capacitação contínua, que fragilizam a atuação dos profissionais. Conclui-se que investir em educação permanente e garantir respaldo institucional à equipe de enfermagem são medidas urgentes para fortalecer a prática assistencial, assegurar a efetividade das políticas públicas e contribuir para a erradicação do feminicídio no Brasil.

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Biografía del autor/a

Gabriele Pereira Morais, FACISA

Discente do curso de Enfermagem na Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas - FACISA.

Josiene Andrade Martins, FACISA

Orientadora do curso de Enfermagem na Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas - FACISA. Mestre em Saúde, Meio Ambiente e Biodiversidade pela Universidade Federal do Sul da Bahia.

Emanuel Vieira Pinto, FACISA

Docente na Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas- FACISA. Professor, Escritor, Mestre em Gestão. Social, Educação e Desenvolvimento Regional, no Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU da Faculdade Vale do Cricaré - UNIVC (2012 -2015). Especialista em Docência do Ensino Superior Faculdade Vale do Cricaré Possui graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal da Bahia (2004 - 2009). Possui graduação em Sociologia pela Universidade Paulista (2017-2020) Graduação em Pedagogia. Faveni-Faculdade Venda Nova do Imigrante (2021 - 2024) Atualmente é coordenador da Biblioteca da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas da Bahia. Coordenador do NTCC FACISA, Pesquisador Institucional do sistema E-MEC FACISA, Recenseador do Sistema CENSO MEC FACISA. Coordenador do NTCC e NUPEX FACISA. Avaliador da Educação Superior no BASis MEC/INEP.

Publicado

2026-07-03

Cómo citar

Morais, G. P., Martins, J. A., & Pinto, E. V. (2026). O PAPEL DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO E NAS PROVIDÊNCIAS ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA EXTREMA E TENTATIVA DE FEMINICÍDIO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28053