RESSECÇÕES HEPÁTICAS GUIADAS POR FLUORESCÊNCIA (ICG): ACURÁCIA DE MARGEM E SEGURANÇA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.25691Palabras clave:
Verde de indocianina. Ressecção hepática. Imagem por fluorescência. Neoplasias hepáticas. Margens cirúrgicas.Resumen
A fluorescência com indocianina verde (ICG) foi descrita como uma inovação relevante na cirurgia hepatobiliar, pois permitiu melhor visualização anatômica e delimitação tumoral intraoperatória, contribuindo para a identificação mais precisa de margens cirúrgicas. Objetivo: Analisar a acurácia das margens cirúrgicas e a segurança das ressecções hepáticas guiadas por fluorescência com ICG. Metodologia: A metodologia consistiu em uma revisão de literatura conduzida conforme o checklist PRISMA, utilizando as bases de dados PubMed, SciELO e Web of Science, com os descritores “verde de indocianina”, “ressecção hepática”, “imagem por fluorescência”, “neoplasias hepáticas” e “margens cirúrgicas”; incluindo estudos publicados nos últimos 10 anos e excluindo pesquisas experimentais em animais, duplicadas ou sem acesso ao texto completo. Resultados: Os resultados evidenciaram que o uso da fluorescência com ICG aumentou a taxa de ressecções com margens livres (R0), melhorou a detecção intraoperatória de lesões adicionais, aumentou a precisão das ressecções segmentares, reduziu a recorrência local, apresentou baixos índices de eventos adversos e favoreceu melhor orientação anatômica. Em consonância com esses achados, Itoh et al. relataram que “a técnica de imagem por fluorescência com indocianina verde pode oferecer benefícios clínicos em termos de uma margem cirúrgica mais segura” (ITOH et al., 2022, p. 2). Conclusão: Concluiu-se que o uso do ICG em ressecções hepáticas representou uma estratégia eficaz e segura, promovendo maior acurácia na delimitação tumoral, melhorando a segurança cirúrgica e contribuindo para desfechos clínicos mais favoráveis.
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