CRISE DE AUSÊNCIA NA PEDIATRIA: SINTOMATOLOGIA, DIAGNÓSTICO E MANEJO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25470Palabras clave:
Epilepsia Tipo Ausência. Diagnóstico Diferencial. Eletroencefalografia.Resumen
Introdução: as crises de ausência constituem uma forma de epilepsia generalizada primária comum na infância, caracterizada por episódios breves de desconexão do ambiente, com interrupção súbita da atividade e possível automatismo. Muitas vezes, essas crises passam despercebidas ou são confundidas com desatenção, o que pode retardar o diagnóstico e comprometer o desenvolvimento da criança. Objetivo: realizar uma revisão integrativa da literatura sobre as crises de ausência em crianças, abordando sua apresentação clínica, métodos diagnósticos e estratégias terapêuticas, a fim de contribuir para o aprimoramento do reconhecimento e conduta diante dessa condição. Materiais e Métodos: foi realizada uma revisão integrativa da literatura utilizando as bases de dados PubMed, BVS e Portal de Periódicos Capes. Os descritores utilizados incluíram “Epilepsia Tipo Ausência”, “Diagnóstico Diferencial”, “Eletroencefalografia”. Foram incluídos artigos publicados nos últimos 5 anos em inglês, português e espanhol, com enfoque na pediatria. A seleção e análise dos artigos seguiram critérios de relevância e qualidade metodológica. Resultados e Discussão: os estudos revisados destacam que a crise de ausência se manifesta por breves episódios de perda de consciência, sem queda ao solo, geralmente com duração de poucos segundos. O diagnóstico é feito por meio da história clínica detalhada e confirmado pelo eletroencefalograma (EEG), que mostra descargas de espícula-onda generalizadas a 3 Hz. O manejo envolve, principalmente, o uso de fármacos antiepilépticos, como etossuximida, ácido valproico e lamotrigina. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são essenciais para minimizar impactos no aprendizado e na qualidade de vida da criança. Conclusão: as crises de ausência são um transtorno neurológico frequente na infância, e seu diagnóstico precoce é essencial para evitar impactos negativos no desenvolvimento cognitivo. O EEG continua sendo o exame padrão-ouro para confirmação diagnóstica, e o tratamento farmacológico adequado possibilita um bom controle das crises. A conscientização dos profissionais de saúde e da comunidade é fundamental para garantir a identificação precoce e o manejo adequado dessa condição.
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