PERFIL DE POLICIAIS COM DOENÇAS PSICOLÓGICAS NA POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS: CAUSAS, IMPACTOS E ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24288Palabras clave:
Polícia Militar. Saúde mental. Adoecimento psicológico. Saúde ocupacional. Amazonas.Resumen
O presente estudo analisa o adoecimento psicológico entre policiais militares da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), fenômeno que se configura como um problema multifatorial e de relevância crescente no campo da saúde ocupacional. A atividade policial, marcada pela exposição contínua à violência, ao risco e à tomada de decisões críticas sob pressão, contribui para o desenvolvimento de transtornos como ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e síndrome de burnout. Além dos fatores ocupacionais, elementos institucionais como a rigidez hierárquica, o estigma em torno da vulnerabilidade psíquica e a ausência de políticas eficazes de cuidado psicológico intensificam o quadro de fragilidade emocional. No contexto amazônico, as adversidades geográficas, os longos deslocamentos fluviais e a precariedade da infraestrutura ampliam o estresse ocupacional e reduzem o acesso a suporte especializado. Soma-se a isso a vulnerabilidade socioeconômica, marcada pelo endividamento e pela instabilidade financeira, que atua como gatilho psicossocial contínuo. Os impactos do adoecimento transcendem o indivíduo, afetando a operacionalidade da tropa, a legitimidade institucional e a qualidade da segurança pública. O estudo propõe estratégias de intervenção e prevenção fundamentadas em evidências científicas, como a atuação do Centro de Psicologia (CPSI), a expansão da telepsicologia e programas de educação financeira, visando fortalecer a resiliência dos agentes e assegurar a eficácia da missão constitucional da corporação.
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