SABERES TRADICIONAIS E CAPACITAÇÃO INTERCULTURAL: IMPACTO DE UMA OFICINA SOBRE PLANTAS MEDICINAIS PARA AGENTES E LIDERANÇAS INDÍGENAS NO CEARÁ, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.27358Palavras-chave:
Saúde indígena. Interculturalidade. Fitoterapia. Assistência farmacêuticaResumo
A utilização de plantas medicinais por povos indígenas constitui prática ancestral associada ao cuidado em saúde e à identidade cultural das comunidades. Apesar da ampla utilização dessas espécies, muitas práticas carecem de informações sobre toxicidade, contraindicações e dosagem, podendo gerar riscos à saúde. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), políticas públicas reconhecem a importância da integração entre saberes tradicionais e científicos, embora ainda existam lacunas na oferta de capacitações interculturais para agentes indígenas. Este estudo objetivou avaliar o impacto de uma capacitação intercultural sobre o conhecimento e a segurança do uso de plantas medicinais entre Agentes Indígenas de Saúde (AIS), Agentes Indígenas de Cultivo (AIC), Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN), caciques e pajés dos povos Tremembé, Tabajara, Kalabaça, Tapeba e Pitaguary, no Ceará. Trata-se de pesquisa quanti-qualitativa, do tipo pesquisa-ação, com aplicação de questionários pré-teste e pós-teste. Os resultados evidenciaram amplo conhecimento etnobotânico tradicional, porém acompanhado de lacunas relacionadas à segurança. Após a capacitação, observou-se melhora significativa quanto ao reconhecimento de toxicidade, preparo adequado, dosagem e contraindicações. Conclui-se que a capacitação intercultural fortaleceu o diálogo entre conhecimento científico e medicina tradicional indígena no SUS.
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