ADOECIMENTO MENTAL DE TRABALHADORES EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: INVISIBILIDADE INSTITUCIONAL, SOFRIMENTO ÉTICO-MORAL E LIMITES DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE PROTEÇÃO À SAÚDE DO TRABALHADOR

Autores

  • Pedro Fechine Honorato UNIFSM https://orcid.org/0009-0004-9820-9036
  • Bruno Costa Nascimento Faculdade 05 de Julho
  • Iris dos Santos Timbó UNIVALI
  • Luis Filipe Pinto Barbosa Universidade Federal do Maranhão
  • Gabriel da Silva Universidade Federal do Delta do Parnaíba
  • Valdênia Rodrigues Teixeira UNIVALI
  • Elisson da Silva Vieira FIED/UNINTA
  • Ana Caroline Carvalho do Nascimento Faculeste

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24999

Palavras-chave:

Saúde Mental. Trabalhadores da Saúde. Unidade de Terapia Intensiva. Sistema Único de Saúde. Esgotamento Profissional.

Resumo

Objetivo: Analisar o processo de adoecimento mental dos trabalhadores de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Sistema Único de Saúde (SUS), discutindo a interface entre a invisibilidade institucional, o sofrimento ético-moral e a eficácia das políticas públicas de proteção vigentes. Métodos: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, SciELO e BVS, com descritores controlados (DeCS/MeSH) e recorte temporal de 2023 a 2026. Foram selecionados 43 artigos que atendiam aos critérios de rigor metodológico e pertinência temática. Resultados: Os achados demonstram que a prevalência de transtornos mentais está ligada à sobrecarga, precarização dos vínculos e ausência de suporte psicológico. A invisibilidade institucional silencia o sofrimento, enquanto o sofrimento ético-moral, decorrente da escassez de recursos, gera "trauma moral" e distanciamento afetivo. As políticas públicas (como o CEREST e a PNH) apresentam limites práticos e desarticulação federativa, falhando na mitigação de riscos psicossociais. Discussão: O adoecimento é uma construção da racionalidade gerencialista que prioriza métricas em detrimento da subjetividade. Fatores como presenteísmo, tecnostresse e interseccionalidades (gênero/raça) agravam o cenário. A austeridade fiscal e a falta de segurança psicológica impedem a retenção de talentos e a sustentabilidade do cuidado. Conclusão: O adoecimento mental é uma patologia estrutural do sistema. É urgente a mudança para modelos de gestão baseados na cooperação e suporte intramuros, garantindo a integridade de quem cuida.

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Biografia do Autor

Pedro Fechine Honorato, UNIFSM

Graduando em Medicina, Centro Universitário Santa Maria (UNIFSM).

Bruno Costa Nascimento, Faculdade 05 de Julho

Graduando em Enfermagem, Faculdade 05 de Julho (F5).

Iris dos Santos Timbó, UNIVALI

Mestranda em Saúde e Gestão do Trabalho, Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).

Luis Filipe Pinto Barbosa, Universidade Federal do Maranhão

Graduando em Enfermagem, Universidade Federal do Maranhão (Campus Pinheiro).

Gabriel da Silva, Universidade Federal do Delta do Parnaíba

Graduando em Psicologia, Universidade Federal do Delta do Parnaíba.

Valdênia Rodrigues Teixeira, UNIVALI

Mestranda em Saúde e Gestão do Trabalho, Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).

Elisson da Silva Vieira, FIED/UNINTA

Psicólogo, Faculdade Ieducare (FIED/UNINTA).

Ana Caroline Carvalho do Nascimento, Faculeste

Graduação em Serviço Social e Pós-graduação em Assistência Social e Saúde Pública, Faculeste.

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Publicado

2026-03-17

Como Citar

Honorato, P. F., Nascimento, B. C., Timbó, I. dos S., Barbosa, L. F. P., Silva, G. da, Teixeira, V. R., … Nascimento, A. C. C. do. (2026). ADOECIMENTO MENTAL DE TRABALHADORES EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: INVISIBILIDADE INSTITUCIONAL, SOFRIMENTO ÉTICO-MORAL E LIMITES DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE PROTEÇÃO À SAÚDE DO TRABALHADOR. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(3), 1–13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24999