NEOVAGINA POR VIA LAPAROSCÓPICA EM ADOLESCENTE COM SÍNDROME DE MAYER-ROKITANSKY-KÜSTER-HAUSER
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22314Palavras-chave:
Vagina/cirurgia. Vagina/anormalidades. Ductos paramesonéfricosResumo
A síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser (MRKH) é uma anomalia congênita rara caracterizada pela aplasia ou hipoplasia do útero e dos dois terços superiores da vagina, enquanto os ovários mantém funcionamento normal, permitindo o desenvolvimento de características sexuais secundárias femininas normais. Essa condição afeta aproximadamente 1 em cada 4.500 mulheres e costuma ser diagnosticada na adolescência, diante do quadro de amenorreia primária em pacientes com desenvolvimento puberal adequado. O diagnóstico precoce e o planejamento adequado para a restauração anatômica e funcional da neovagina são de extrema importância, considerando o impacto dessa condição não apenas na saúde física, mas também no bem-estar psicológico e na qualidade de vida das pacientes. A criação de uma neovagina representa um dos principais objetivos terapêuticos, existindo diversas técnicas cirúrgicas e não cirúrgicas para esse fim. Nos últimos anos, a cirurgia minimamente invasiva, especialmente a vaginoplastia por via laparoscópica, tem se destacado como uma opção favorável para a reconstrução vaginal, ao combinar bons resultados funcionais com menor morbidade e recuperação mais rápida. O presente caso descreve a experiência de uma paciente adolescente com diagnóstico de MRKH submetida a esse tipo de abordagem cirúrgica, ressaltando as particularidades do manejo, as potenciais complicações e os resultados funcionais obtidos.
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