HÁBITOS ALIMENTARES AO LONGO DA VIDA E SEUS IMPACTOS NO ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31011Palavras-chave:
Hábitos alimentares, Envelhecimento saudável, Qualidade de vida, Pessoa idosa, Doenças crônicas não transmissíveisResumo
Esse artigo buscou analisar a influência dos hábitos alimentares construídos ao longo da vida sobre o envelhecimento saudável e a qualidade de vida da população idosa, diante da alta prevalência de doenças crônicas não transmissíveis associadas a padrões alimentares inadequados. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter exploratório, nas bases de dados SciELO, PubMed e Google Acadêmico, com artigos publicados entre 2013 e 2025, nos idiomas português e inglês. Os resultados mostraram que padrões alimentares equilibrados, ricos em frutas, hortaliças, cereais integrais e proteínas de qualidade, associam-se à redução do risco de doenças crônicas e à preservação da capacidade funcional, enquanto o consumo de alimentos ultraprocessados, o tabagismo e o etilismo favorecem o envelhecimento não saudável e a perda de autonomia. Constatou-se, ainda, que fatores fisiológicos, como alterações sensoriais e mastigatórias, e fatores socioeconômicos, como renda, escolaridade e isolamento social, interferem diretamente na qualidade da alimentação na velhice. Conclui-se que a promoção de hábitos alimentares saudáveis ao longo da vida, aliada a estratégias de educação alimentar e nutricional, constitui importante ferramenta para a prevenção de doenças, a manutenção da funcionalidade e a promoção de um envelhecimento com maior autonomia e bem-estar.
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