DISBIOSE INTESTINAL E CANDIDÍASE VULVOVAGINAL RECORRENTE: UMA REVISÃO DA LITERATURA SOBRE MECANISMOS, FATORES DE RISCO E ABORDAGEM NUTRICIONAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30752Palavras-chave:
Candida spp, Candidíase vulvovaginal recorrente, Disbiose intestinal, NutriçãoResumo
A candidíase vulvovaginal recorrente caracteriza-se pela repetição de infecções por Candida spp. e pode estar associada a alterações das microbiotas intestinal e vaginal, além de fatores imunológicos, hormonais, metabólicos, alimentares e medicamentosos. O estudo objetivou analisar a relação entre disbiose intestinal e candidíase vulvovaginal recorrente, destacando a influência da alimentação e das estratégias nutricionais na modulação da microbiota e na redução das recidivas. Trata-se de uma revisão de literatura, qualitativa e descritiva, baseada em artigos sobre disbiose intestinal, microbiota vaginal, fatores de risco e contribuições da nutrição para o equilíbrio microbiano. Os achados indicaram que o uso recorrente de antibióticos, diabetes mellitus descompensado, alterações hormonais e imunológicas, formação de biofilmes e desequilíbrios microbianos podem favorecer a recorrência. O intestino e a região perianal podem atuar como reservatórios de Candida spp. e contribuir para a recolonização vaginal, embora essa relação causal permaneça inconclusiva. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras, prebióticos e probióticos, pode beneficiar a saúde intestinal e a modulação imunológica, mas as evidências sobre a prevenção de recidivas ainda são limitadas. Conclui-se que as estratégias nutricionais podem complementar o cuidado, sem substituir o diagnóstico, a identificação da espécie e o tratamento antifúngico, sendo necessários novos estudos para comprovar sua efetividade.
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