PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS POR SEPTICEMIA NO ESTADO DO PARANÁ DE 2014 A 2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31007Palavras-chave:
Sepse, Epidemiologia, Mortalidade Hospitalar, Saúde PúblicaResumo
Este estudo buscou discutir a septicemia, uma vez que ela se configura como um grave problema de saúde pública mundial e impacta diretamente o desenvolvimento humano e social devido às altas taxas de internação e mortalidade. No cenário nacional, e especificamente no Estado do Paraná, os índices de óbitos por essa disfunção orgânica cresceram de forma expressiva nos últimos anos. Diante disso, torna-se evidente a necessidade de investigar e analisar essa condição com maior propriedade. Compreender o perfil epidemiológico das vítimas de sepse é um passo fundamental para traçar estratégias de prevenção e reduzir danos futuros. Para alcançar esse objetivo, foram levantados dados da plataforma DATASUS abrangendo o período de 2014 a 2025, analisando-se sete variáveis principais: raça/cor, sexo, faixa etária, sazonalidade (mês e ano), macrorregião de saúde, caráter de atendimento e regime de internação. Os resultados apontaram uma prevalência significativamente maior de óbitos no sexo masculino, em indivíduos de cor branca e na população idosa com idade igual ou superior a 80 anos. Além disso, identificou-se um padrão sazonal nítido de elevação nos meses mais frios, com o pico absoluto registrado no mês de junho. Geograficamente, a Macrorregião Leste centralizou a maior carga de mortalidade, enquanto as admissões hospitalares ocorreram massivamente por via de urgência. Esses achados acendem um alerta importante para os grupos e regiões de maior vulnerabilidade, evidenciando que os esforços públicos devem se concentrar na melhoria das notificações e no treinamento das equipes de emergência para a aplicação imediata de protocolos de identificação precoce.
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