HANSENÍASE NO BRASIL: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS CASOS NOTIFICADOS SEGUNDO SEXO E FAIXA ETÁRIA DE 2014 A 2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28177Palavras-chave:
Hanseníase. Epidemiologia. Sexo.Resumo
Mycobacterium leprae é o bacilo causador da hanseníase, infecção cuja apresentação clínica depende da imunidade do hospedeiro, dividindo-se em paucibacilar (até 5 lesões ou baciloscopia negativa) e multibacilar (6 ou mais lesões ou baciloscopia positiva). O patógeno gera inflamação, desmielinização e incapacidades físicas. O objetivo da pesquisa foi identificar os casos de hanseníase no Brasil por meio de estudo transversal, com dados secundários de hanseníase no Brasil no período de 2014 a 2024, avaliando sua distribuição por região de notificação, sexo e faixa etária. Entre 2014 e 2024, o país registrou 349.412 notificações, distribuídas de forma heterogênea devido a determinantes como pobreza, habitação precária e acesso limitado à saúde. A região Nordeste concentrou o maior número de casos, com 147.533 (42,2%), seguida pelo Centro-Oeste, com 76.033 (21,8%), Norte, com 64.066 (18,3%), Sudeste, com 50.546 (14,5%), e Sul, com 11.234 (3,2%). O perfil revela predominância de adultos economicamente ativos. O sexo masculino é o mais afetado (198.537 casos contra 150.858 femininos) em todas as regiões, fato associado à menor adesão dos homens aos serviços de saúde. Para o controle do agravo, ferramentas de auditoria e monitoramento são apontadas como caminhos para qualificar os serviços, embora ainda tenham papel secundário nas decisões institucionais.
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