IMPACTO DA QUEDA DA COBERTURA VACINAL NA REEMERGÊNCIA DO SARAMPO NO BRASIL: UMA ANÁLISE ECOLÓGICA E DOCUMENTAL (2015-2025)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30340Palavras-chave:
Sarampo. Vacina. Reemergência. Saúde.Resumo
Esse artigo buscou discutir o sarampo como uma doença viral altamente contagiosa que, apesar de controlável por imunização, reemergiu no Brasil em meados de 2019. O presente estudo teve como objetivo analisar a associação entre a queda da cobertura vacinal e a reemergência do sarampo no território brasileiro entre 2015 e 2025. Tratou-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva e explicativa, de cunho documental e ecológico, utilizando dados secundários dos sistemas SI-PNI e SINAN (DATASUS). Os resultados revelaram a confirmação de 39.953 casos no período, com um ápice epidêmico em 2019 (21.754 casos). Observou-se uma transição do epicentro epidemiológico da região Sudeste (São Paulo) no período pré-pandemia para a região Norte (Pará) no período pós-pandemia de COVID-19. A análise estatística demonstrou que a progressiva queda da cobertura da vacina Tríplice Viral (D1) abaixo da meta de segurança da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi o principal determinante dos surtos. Conclui-se que o silêncio epidemiológico durante a pandemia foi um efeito temporário das medidas de isolamento social e que, para evitar que o sarampo volte a ser endêmico, é urgente a implementação de políticas públicas que combatam a hesitação vacinal e restaurem a imunidade coletiva.
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