A FRAGILIZAÇÃO DA COMENSALIDADE FEMININA SOB A PRESSÃO ESTÉTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30949Palavras-chave:
Comensalidade, Pressão estética, Comportamento femininoResumo
Esse artigo buscou analisar a importância da comensalidade para a conexão social e compreender como a pressão estética imposta ao corpo feminino fragiliza essa prática, tornando conflituosa a relação entre corpo e comida. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, com estudos interdisciplinares das ciências sociais, humanas e da saúde publicados entre 2005 e 2025, em português e inglês, organizados em três eixos temáticos: comensalidade, pressão estética e saúde mental e manejo estratégico. Os resultados indicam que a comensalidade ultrapassa a dimensão biológica da alimentação, atuando na criação de vínculos, no pertencimento e na transmissão cultural, mas vem sendo esvaziada pela individualização das refeições, pela mediação digital e pela pandemia. A pressão estética, de raiz política e mercadológica e intensificada pelas redes sociais, disciplina os corpos femininos e associa-se a dietas restritivas, compulsão alimentar, ansiedade, depressão e isolamento social, sobretudo entre mulheres gordas e de meia-idade. Conclui-se que a saúde feminina é fundamental para a saúde pública e que é urgente resgatar a comensalidade por meio da educação alimentar e nutricional e de um cuidado nutricional humanizado, que ultrapasse a abordagem estritamente biológica.
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